Por que PM e MPPB ignoram o caso das crianças em poder de um estelionatário?

Postado: 29-01-2013
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O estelionatário Maurício Augusto Anieri, com Thais Lane. Ela, filha de um cabo da Polícia Militar da Paraíba

  Por Wellington Farias – É muito estranho… E a pergunta não cala: por que as autoridades, especialmente a Polícia  Militar, não toma conhecimento da dramática situação da família do Cabo Cruz, da cidade de Borborema? Uma filha dele e dois netos estão sob o domínio de um estelionatário de São Paulo. A mulher tem 24 anos, um dos meninos tem quatro anos e o outro seis meses. Estão em cárcere privado e uma das crianças sofre maus tratos. O fato é publico. Ontem, todo este espaço foi preenchido com relato detalhado do caso. Nada.

Por que?
A segunda pergunta também tem a ver, já que ninguém se mexe: qual é o grau de intimidade ou de comprometimento dessas autoridades com Maurício Augusto Anieri? Ele é estelionatário procurado em vários Estados. Até o Serviço de Inteligência da Polícia tem todos os detalhes, documentos, tudo. Por que não investiga? A quem interessa proteger este bandido? Os comandos da PM sabem de tudo. Não se manifestam. O que há? Será que algum coronel tem alguma relação com este bandido? Se não tem, porque não investigam? Ainda mais se tratando de um caso que está levando à loucura a família de um membro da corporação. É estranhíssimo…

Avisados estão
E se porventura Thais Lane, de 24, anos aparecer morta, o que dirão essas autoridades?  O que dirá o Comando Geral da Polícia Militar, que está mais que avisado, tanto pelo Cabo Cruz, como pela mídia. Será que é preciso que as tragédias aconteçam para as autoridades se movimentarem?

MPPB
E o Ministério Público, não se interessa por um caso que envolve uma mulher e duas crianças que estão em poder de um estelionatário? Se alguma coisa acontecer a essas crianças, o que terá a dizer depois? Que não sabia? Sabe, sim. A nossa coluna de ontem relatou o caso, com todos os detalhes. Se fossem filhos de uma pessoa importante, será que ignorariam? Se fossem filhos de um deputado, um senador ou governador, o que fariam? E se fosse com filhos de um procurador, de um promotor, será que tratariam o caso com tanta indiferença?

LEMBRANDO O CASO

Esta semana publiquei aqui um relato detalhado do caso, que repito a seguir:

 

Crianças sob cárcere privado

O caso é sério. Um drama familiar sem tamanho: uma mulher de 24 anos e dois filhos – um de quatro anos e outro de seis meses – estão sob a custódia de um perigoso estelionatário, em cárcere privado. O homem, natural de São Paulo, é ex-presidiário procurado pela Justiça. Andou pelo Brejo da Paraíba e por João Pessoa. Enganou a Deus e o Diabo. Na Capital, foi tratado como cliente vip do Banco do Brasil, agência da Av. João Maurício, apesar da ficha enlameada: atenção total do gerente, a cafezinho e talões de cheque. Por último, fugiu com a mulher e as crianças, não se sabe pra onde. Faz cinco meses.
A família das vítimas está em desespero, na cidade de Borborema. A avó materna dos meninos está em depressão. Virou um trapo humano. “Imagine se este cara for um Bruno da vida!”, lamenta-se Antônio Cardoso da Cruz, o avô materno das crianças, que procurou este repórter a quem narrou estes fatos, em entrevista que está gravada.
Antônio Cardoso é cabo da Polícia Militar. Pasmem: já recorreu tudo que é autoridade, inclusive a sua corporação e o Ministério Público. Nada. Ninguém se interessa pelo caso. A família que resolva seus problemas. “Nossa esperança é a imprensa que, para os pobres, tem sido a polícia, a justiça o governo…”, apelou ele com voz embargada para acrescentar: “Estou me segurando. Tenho que ser forte, porque a minha mulher está entregue à depressão, e alguém precisa estar de pé para enfrentar o problema”.

O começo
A mulher de 24 anos se chama Thais Lane do Nascimento Cruz. Estudava Marketing numa universidade da Capital, quando conheceu Maurício Augusto Anieri num shopping Center da Capital. Caiu nas lábias do sujeito… E ai começa o drama.
Somente depois de algumas atitudes suspeitas de Maurício, foi que a família desconfiou. Uma outra filha do Cabo Cruz teve a idéia de pesquisar na internet. Não deu outra: constatou que o cunhado e empresário rico não passava de um estelionatário procurado pela Justiça.
Uma série de fatos levou a família a suspeitar: durante o tempo em que esteve na casa do sogro, Maurício jamais deixou a mulher sozinha um instante, mesmo dentro de casa; cancelou os celulares dela; e nunca aceitou o convite do sogro para conhecer a cidade e amigos. No primeiro dia em que foi conhecer a família apareceu com o braço enfaixado, dizendo que sofrera um acidente. Mentira. Ele sabia que o sogro, policial militar, não aprovava o uso de tatuagem. Por isso, resolveu ocultar a sua.
Thais Lane passou a viver maritalmente com Maurício e levou consigo o filho que hoje tem quatro anos. Teve mais um com ele. Os sogros notaram uma total ojeriza do menino ao marido da  mãe. Quando foi passar dias com os avós, com os quais morara desde que nasceu, rejeitava a idéia de voltar para o convívio da mãe com o desconhecido. Às vezes fazia dramas e gritava aos prantos pra não ser entregue de volta.
O garoto é filho de outro homem. Esperto, Maurício conseguiu num cartório de Bananeiras casar com Lane e, inexplicavelmente, registrar o menino como filho, à revelia dos trâmites legais. Por que o cartório anulou o registro anterior, em que não constava o nome do pai biológico, e fez outro como Maurício sendo o pai?…

O casamento
Depois de descoberto que se tratava de um estelionatário, Maurício pediu perdão ao sogro, jurou amor eterno à filha dele e disse que já estava “limpo” e, a partir de então, buscaria nova vida para fazer feliz a Lane e ao filho dela (agora deles).
Prometeu casar. Providenciou uma grande festa que se realizaria no Serra Golf, um hotel chique de Bananeiras. Maurício, ao que tudo indica, deu aquela conversada com a gerência do hotel, e fez adiantamento de R$ 3 mil. Pelo convite, via-se que era casamento de príncipe. Um luxo só. Fora dos padrões jamais vistos na região.
O padre da Bananeiras, onde haveria o casamento religioso, espertamente manteve contatos com a paróquia onde Maurício dizia ter sido batizado, em São Paulo. As informações não bateram, não havia batistério dele, nada. Tchau, casamento!

O cárcere
A história é longa e tem lances de espertezas de Maurício que desafiam o cinema. Na presença do sogro, ele deu um show de prestígio na agência do Banco do Brasil. Ali, o gerente confirmou, mostrando na tela do computador, que o espertalhão, de fato, estava para receber uma herança calculada em R$ 4 milhões. Tratou-o com prestígio de cliente importante.
Maurício matriculou o garoto de quatro anos nos melhores colégios de João Pessoa e Natal. Ia lá com o sogro e demonstrava seu prestígio. Mesmo não tendo pago uma única mensalidade da escola, o que o avô do menino viria saber depois. “Não dava pra desconfiar, ele entrava la, era bem tratado, ninguém reclamava de nada”, conta o Cabo Cruz. Mais tarde, ele voltou ao colégio e soube que há quinze dias o menino não aparecia, tampouco alguma mensalidade tinha sido paga…
Maurício se dizia empresário do ramo de brindes. Só mora em prédios de luxo. Detalhe: muda de casa a cada três meses. Tanto em João Pessoa, como em Ponta Negra (Natal) ou em Maceió, de onde, quinta-feira, uma mulher ligou para o Cabo e lhe disse ter alugado um Ap a Maurício. Ela vira a foto dele nas mídias sociais, postada pela família do Cabo Cruz. Contou que, nos três meses em que o casal e filhos moraram no prédio, ouviu maus tratos à criança e jamais alguém do edifício viu a cara de Thais…

Perguntinhas
Por que as autoridades não agem neste caso? Por que sempre alegam que a Lane é maior de idade e portanto…? E o envolvimento de duas crianças com um estelionatário, não diz nada? E se – como teme o pai – esse Maurício for um Bruno da vida? E como explicar as autoridades ignorarem um estelionatário procurado em várias partes do pais?
Preferimos acreditar que o comandante da Polícia Militar, coronel Euler Chaves; que o procurador de Justiça, Oswaldo Trigueiro; que o secretário de Segurança, Claudio Lima, só agora estejam tomando conhecimento do Caso. Porque até o serviço de inteligência da PM recebeu informações e documentação detalhada. E nada… Será que estão esperando o pior para poder agir? Vamos acompanhar o desdobramento deste caso.

Enriqueça rápido. Adira à Teologia da Pro$peridade

Postado: 28-01-2013
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Teologia da prosperidade    Por Wellington Farias – Tá a fim de enriquecer, mô-fi? É fácil: crie uma igreja e saia por ai explorando a fé das pessoas. É tiro e queda; não há como dar zebra.

Não precisa de muita grana. Para abrir uma igreja, alem de ser barato – menos de R$ 200,00 –, para mantê-lo você estará isento de impostos. Deus é brasileiro, tá lembrado?! E se você tiver um político amigo e aliado político do prefeito, o alvará sai no mesmo dia.
Alugue uma casinha, compre umas cadeiras de plástico, ponha um nome na fachada. Não precisa nem de paletó. Basta uma camisa de mangas compridas e uma gravatinha surrada. Até porque você vai suar como pano de cuscuz na hora do “este corpo não te pertence”. Não se esqueça de alugar uns “paraplégicos” para saírem saltitantes após a sua pregação. Tem que ter um milagrezinho pra abastecer de fé da galera.
Vá por mim. Eu garanto: em breve, você estará rico.
Mas, atenção! Tem que adotar a chamada Teologia de Prosperidade: mostre para seus fiéis que, na sua igreja, rapidinho eles vão tirar o pé da lama, pagar dívidas, comprar casa, carro e ficar ricos.
Pregar a palavra de Deus à moda antiga?! Falar nos ideais de Jesus Cristo?! Sai dessa, negão, ta fora de moda! Ninguém está mais acreditando nessas bobagens… Tem que prometer riqueza, fartura, bufunfa no pé do cipa…

Porque Deus quer
Não se esqueça de dizer para seus seguidores, da forma mais solene possível, com afagos, voz embargada e olhos lacrimejando: “Meu irmãozinho, minha irmãzinha, Deus tem um propósito em tua vida…” Ai está a pedra angular; as palavras mágicas do discurso sedutor; o grande lace do fundamento da Teologia da Prosperidade… Todo mundo cai nessa de “propósito de Deus”. Esse discurso induz a ovelhinha a melhorar de vida, a qualquer custo… Ás favas com princípios éticos, religiosos, filosóficos, ateus (eles também fazem o bem, sabia?) e morais. O importante é tirar o pezinho do atoleiro, ter pros-pe-ri-da-deeeeee. Os fins justificam os meios, ora bolas!
E você dizendo para o fiel que Deus tem um propósito na vida dele, fatalmente ele próprio vai buscar a tal prosperidade; não vai querer que os outros o vejam atolado em modéstia, humildade, de roupinha sem grife, andando a pé. Do contrário, vai deixar a impressão de que, se não “prosperou”, foi porque Deus não lhe contemplou com o famoso propósito… Seria visto como um excluído das atenções divinas… Ai já viu, né, pega mal pra burro!… Afinal, se você não prospera é porque, por algum motivo, você não merece a atenção e o respeito e Deus… Não esquenta, ele mesmo vai cuidar de prosperar para mostrar que também é filho de Deus, você vai ver…
Mas o mérito será seu. Não fosse o seu discurso, ele não despertaria para a tal prosperidade. Assim sendo, o mérito do milagre na vida desta criatura será quem? Adivinha! Vo-cê!!

Vish Maria!
Ah, ia esquecendo: não esqueça de esquecer de Nossa Senhora. Pelo amor de Deus, não saia por ai incluindo a mãe de Jesus nas suas pregações. Não bote o projeto prosperidade a perder, de jeito nenhum! Menospreze-a, hostilize-a. Trate-a com todo o desdém possível. De preferência, quebre a imagem dela na hora de suas primeiras palavras do culto inaugural do seu templo. Era só o que faltava! Só porque pariu Jesus, essa tal Nossa Senhora fica querendo ser a Rainha da Cocada Preta?! Que seja lá… na Igreja Católica Apostólica Romana. Na sua, nuca! Diga para seus fiéis que essa tal de Nossa Senhora não passa de uma barriga de aluguel. É assim que se faz e é assim que se alcança a tal prosperidade…

Pois bem
Depois de fazer tudo isso, seu tremendo vigarista, triste da pancada do sino, você vai mesmo é tostar – durante alguns séculos – sobre o mármore quente das profundezas dos infernos. Miserável de uma figa!!!!
Isto é (eita!) se Lúcifer te aceitar, murrinha!!!

Estelionatário mantem família em cárcere privado. Autoridades ignoram. Por que?

Postado: 27-01-2013
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cheque

cheque sem fundos passado pelo estelionatário pra familia do Cabo Cruz

Por Wellington Farias – O caso é sério. Um drama familiar sem tamanho: uma mulher de 24 anos e dois filhos – um de quatro anos e outro de seis meses – estão sob a custódia de um perigoso estelionatário, em cárcere privado. O homem, natural de São Paulo, é ex-presidiário procurado pela Justiça. Andou pelo Brejo da Paraíba e por João Pessoa. Enganou a Deus e o Diabo. Na Capital, foi tratado como cliente vip do Banco do Brasil, agência da Av. João Maurício, apesar da ficha enlameada: atenção total do gerente, a cafezinho e talões de cheque. Por último, fugiu com a mulher e as crianças, não se sabe pra onde. Faz cinco meses.

A família das vítimas está em desespero, na cidade de Borborema. A avó materna dos meninos está em depressão. Virou um trapo humano. “Imagine se este cara for um Bruno da vida!”, lamenta-se Antônio Cardoso da Cruz, o avô materno das crianças, que procurou este repórter a quem narrou estes fatos, em entrevista que está gravada.
Antônio Cardoso é cabo da Polícia Militar. Pasmem: já recorreu tudo que é autoridade, inclusive a sua corporação e o Ministério Público. Nada. Ninguém se interessa pelo caso. A família que resolva seus problemas. “Nossa esperança é a imprensa que, para os pobres, tem sido a polícia, a justiça o governo…”, apelou ele com voz embargada para acrescentar: “Estou me segurando. Tenho que ser forte, porque a minha mulher está entregue à depressão, e alguém precisa estar de pé para enfrentar o problema”.

O começo
A mulher de 24 anos se chama Thais Lane do Nascimento Cruz. Estudava Marketing numa universidade da Capital, quando conheceu Maurício Augusto Anieri num shopping Center da Capital. Caiu nas lábias do sujeito… E ai começa o drama.
Somente depois de algumas atitudes suspeitas de Maurício, foi que a família desconfiou. Uma outra filha do Cabo Cruz teve a idéia de pesquisar na internet. Não deu outra: constatou que o cunhado e empresário rico não passava de um estelionatário procurado pela Justiça.
Uma série de fatos levou a família a suspeitar: durante o tempo em que esteve na casa do sogro, Maurício jamais deixou a mulher sozinha um instante, mesmo dentro de casa; cancelou os celulares dela; e nunca aceitou o convite do sogro para conhecer a cidade e amigos. No primeiro dia em que foi conhecer a família apareceu com o braço enfaixado, dizendo que sofrera um acidente. Mentira. Ele sabia que o sogro, policial militar, não aprovava o uso de tatuagem. Por isso, resolveu ocultar a sua.
Thais Lane passou a viver maritalmente com Maurício e levou consigo o filho que hoje tem quatro anos. Teve mais um com ele. Os sogros notaram uma total ojeriza do menino ao marido da mãe. Quando foi passar dias com os avós, com os quais morara desde que nasceu, rejeitava a idéia de voltar para o convívio da mãe com o desconhecido. Às vezes fazia dramas e gritava aos prantos pra não ser entregue de volta.
O garoto é filho de outro homem. Esperto, Maurício conseguiu num cartório de Bananeiras casar com Lane e, inexplicavelmente, registrar o menino como filho, à revelia dos trâmites legais. Por que o cartório anulou o registro anterior, em que não constava o nome do pai biológico, e fez outro como Maurício sendo o pai?…

O casamento
Depois de descoberto que se tratava de um estelionatário, Maurício pediu perdão ao sogro, jurou amor eterno à filha dele e disse que já estava “limpo” e, a partir de então, buscaria nova vida para fazer feliz a Lane e ao filho dela (agora deles).
Prometeu casar. Providenciou uma grande festa que se realizaria no Serra Golf, um hotel chique de Bananeiras. Maurício, ao que tudo indica, deu aquela conversada com a gerência do hotel, e fez adiantamento de R$ 3 mil. Pelo convite, via-se que era casamento de príncipe. Um luxo só. Fora dos padrões jamais vistos na região.
O padre da Bananeiras, onde haveria o casamento religioso, espertamente manteve contatos com a paróquia onde Maurício dizia ter sido batizado, em São Paulo. As informações não bateram, não havia batistério dele, nada. Tchau, casamento!

O cárcere
A história é longa e tem lances de espertezas de Maurício que desafiam o cinema. Na presença do sogro, ele deu um show de prestígio na agência do Banco do Brasil. Ali, o gerente confirmou, mostrando na tela do computador, que o espertalhão, de fato, estava para receber uma herança calculada em R$ 4 milhões. Tratou-o com prestígio de cliente importante.
Maurício matriculou o garoto de quatro anos nos melhores colégios de João Pessoa e Natal. Ia lá com o sogro e demonstrava seu prestígio. Mesmo não tendo pago uma única mensalidade da escola, o que o avô do menino viria saber depois. “Não dava pra desconfiar, ele entrava la, era bem tratado, ninguém reclamava de nada”, conta o Cabo Cruz. Mais tarde, ele voltou ao colégio e soube que há quinze dias o menino não aparecia, tampouco alguma mensalidade tinha sido paga…
Maurício se dizia empresário do ramo de brindes. Só mora em prédios de luxo. Detalhe: muda de casa a cada três meses. Tanto em João Pessoa, como em Ponta Negra (Natal) ou em Maceió, de onde, quinta-feira, uma mulher ligou para o Cabo e lhe disse ter alugado um Ap a Maurício. Ela vira a foto dele nas mídias sociais, postada pela família do Cabo Cruz. Contou que, nos três meses em que o casal e filhos moraram no prédio, ouviu maus tratos à criança e jamais alguém do edifício viu a cara de Thais…

Perguntinhas
Por que as autoridades não agem neste caso? Por que sempre alegam que a Lane é maior de idade e portanto…? E o envolvimento de duas crianças com um estelionatário, não diz nada? E se – como teme o pai – esse Maurício for um Bruno da vida? E como explicar as autoridades ignorarem um estelionatário procurado em várias partes do pais?
Preferimos acreditar que o comandante da Polícia Militar, coronel Euler Chaves; que o procurador de Justiça, Oswaldo Trigueiro; que o secretário de Segurança, Claudio Lima, só agora estejam tomando conhecimento do Caso. Porque até o serviço de inteligência da PM recebeu informações e documentação detalhada. E nada… Será que estão esperando o pior para poder agir? Vamos acompanhar o desdobramento deste caso.

 

Tragédia de Camará: se não foi Maranhão, foi…

Postado: 24-01-2013
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Corpos foram arrastados pela correntezaPor Wellington Farias – Pelo que se conclui do resultado do julgamento do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, não foi a gestão do ex-governador José Maranhão (PMDB) a responsável pela tragédia da Barragem de Camará. Tampouco, foi irresponsabilidade do consórcio de empresas que construíram a obra.

Foi irresponsabilidade, portanto, do Governo Cássio Cunha Lima (PSDB). Apesar das advertências dos construtores e até de moradores habitantes da região, nem governador nem assessores competentes para tal se deram ao trabalho de determinar a manutenção da barragem. O resultado dessa “brincadeira” de tremendo mau gosto: prejuízos imensuráveis e mortes de animais e seres humanos.
Aquilo que aconteceu foi um crime. E por se tratar de algo tão grave, é bom que se passe a limpo essa história. Afinal, além de terem sido absolutamente irresponsáveis, assessores do então governador Cássio Cunha Lima tentaram atribuir ao governo de José Maranhão, a responsabilidade por aquele triste episódio criminoso.
O Tribunal Regional Federal da 5ª Região, decidiu na última terça-feira, por unanimidade, que o único responsável por aquela tragédia que arrastou casas, plantações, animais e causou a morte de algumas pessoas foi exclusivamente o Governo do Estado (a época era governador Cássio Cunha Lima) que, apesar de todas as advertências, deixou rolar.
Se não determinar a manutenção da barragem foi de propósito, ou não, aí é outra história. E, convenhamos, não seria uma hipótese tão improvável porque, na política da Paraíba, para se conquistar o poder ou nele se manter tem gente capaz de muito mais que isso. A propósito é antigo o boato nas rodas políticas – e que chegou até ser noticiado em emissoras de rádio – que teve um secretário do Governo de então, excessivamente zelosos pelo chefe, que chegaram a comemorar saltitante em palácio quando souberam que a barragem havia desabado.

Pra lembrar
A Barragem de Camará, inaugurada em 2002, foi construída em concreto rolado no leito do rio Riachão (afluente do rio Mamanguape) que serve de divisa entre os municípios de Alagoa Nova e Areia, no Brejo da Paraíba. Na noite de 17 de Junho de 2004, a barragem rompeu após uma falha de construção, atingindo parte dos territórios e moradores dos municípios de Alagoa Nova, Areia e os sítios urbanos das cidades de Alagoa Grande e Mulungu, onde o desastre assumiu maior dimensão.

Pior é que
Caberá a nós, pobres contribuintes arcar com todos os prejuízos. Desde os causados pela própria tragédia, como o pagamento pela responsabilidade atribuída ao Estado, que deve indenizar os diretamente prejudicados.

Lamentável
Um fato que, por si só, denota o valor que o poder público dá a nossa cultura: o Museu Luiz Gonzaga, o maior do Brasil com acervo do Rei do Baião, acaba de fechar suas portas. Criado e mantido por Zé Nobre, na cidade de Campina Grande, o museu encerrou suas atividades por falta de apoio do poder público.

Quem sabe…
Peças preciosas que pertenceram tanto a Luiz Gonzaga como a outros artistas renomados da música nordestina, faziam parte do acervo que, agora, será doado à Universidade Estadual da Paraíba. Mas, quem sabe ainda seja tempo de o prefeito Romero Rodrigues salvar o Museu Luiz Gonzaga…

Energia
Da leitora Brenia Brito, recebo a seguinte mensagem: “Quero lhe sugerir um assunto: conta de energia. A nossa de casa teve um aumento de 30%. Do total pagaremos R$ 130,00 pela energia e R$ 89,00 de impostos. Como diz o ditado, seis por meia dúzia. Pior, só a partir da próxima conta. Obrigada e que Deus lhe ilumine”.

Atraso
A “grita” é geral entre funcionários da empresa de segurança Perímetro: até agora, não pagou os salários de dezembro, o 13º, Vale Alimentação – embora tenha descontado no salário. Os trabalhadores passam necessidade. Um deles reclamou lá que não tinha o que comer em casa, e ouviu a resposta: “Olha aí o pé de manga carregado…”

Fez bem
O Batalhão de Policiamento Ambiental desarticulou ontem um esquema de comercialização de aves silvestres que funcionava em uma casa, no bairro do Bessa, em João Pessoa. Foram apreendidos dez pássaros mantidos em cativeiro, um deles ameaçado de extinção. O Proprietário das aves, Thiago Jerônimo Oliveira Maia, de 24 anos, foi autuado e pagará uma multa de R$ 10.500 reais.

Mais um
O Governo do Estado aumenta a bancada de sustentação política na Assembleia Legislativa. A deputada Iraê Lucena, filha do falecido senador Humberto Lucena, assume a vaga deixada por Guilherme Almeida, que assumiu uma Secretaria da Agricultura em Campina Grande.

Wilson Santiago tem conversado com aliados do governo…

Postado: 23-01-2013
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José Maranhão

José Maranhão

Por Wellington Farias - Em razão dos rumos que tomou os desentendimentos do PMDB, mais uma vez, nos bastidores da política tem-se perguntado: quem irá primeiro para o bloco aliado com o governador Ricardo Coutinho: o ex-governador José Maranhão ou o ex-senador Wilson Santiago?

O que provocou esse tipo de indagação foram declarações de Santiago revelando que o ex-prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital, teria telefonado para lideranças do partido dizendo que ele, Santiago, estaria tentando induzir o partido a apoiar Ricardo Coutinho em 2014. O próprio Wilson Santiago disse que isso não existe, mas que, se houvesse alguém com essa intenção, só poderia ser o presidente do partido, o ex-governador José Maranhão.
Ficou no ar a dúvida, então, sobre qual dos dois estaria, em meio esse disse-me-disse, de fato interessado em que o PMDB caia nos braços do governador do Estado, para uma composição que, se viesse a ocorrer, sacrificaria a natural candidatura de Veneziano ao Governo do Estado.
Em meio às dúvidas suscitadas, surgem indícios fortes de que, se de fato alguém está querendo se aproximar do projeto político capitaneado por Ricardo Coutinho, esse é mesmo o ex-senador Wilson Santiago: esta semana, o secretário Ricardo Barbosa, um dos mais destacados auxiliares do Governo do Estado, revelou ao repórter Ecliton Monteiro, do Correio Debate (rádio 98.3, Rede Correio Sat) que tem mantidos permanentes conversações com o ex-senador Wilson Santiago. Não confirmou que tenham conversado sobre possibilidade de adesões, seja de Wilson ou do PMDB, ao projeto do governador. Mas conversaram sobre política e sobre partidos…
Até agora, pelo menos, não se tem notícias de que o ex-governador José Maranhão tenha mantido entendimentos com o governador Ricardo Coutinho – a cuja gestão tem feito severas críticas.

Obras de shopping invadem ainda mais o Rio Jaguaribe

Postado: 23-01-2013
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Obras do shopping invadem cada vez mais o Rio Jaguaribe

O deputado estadual Anísio Maia (PT) denunciou que o Bairro São José está mais uma vez sendo palco de um crime ambiental e que o Poder Público está sendo desmoralizado. Segundo o parlamentar, o shopping center localizado vizinho à comunidade está aumentando sua extensão em três mil metros quadrados através de mais um aterro no Rio Jaguaribe, e os moradores é que serão os maiores prejudicados. “O que está sendo operado no Bairro São José é uma verdadeira desmoralização do Poder Público. Um empresário milionário usa e abusa do seu poder econômico para confrontar abertamente as nossas leis com a complacência e até cumplicidade de muitos gestores públicos”, disse.
Anísio Maia explicou que a tática do empresário é sempre participar de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para não cumprir as penas previstas na legislação vigente. “Um de seus artificios é praticar crimes ambientais para depois propor um Tac para se livrar das penas. No fim de tudo o negócio passa a ser extremamente lucrativo para suas empresas”, afirmou.
O deputado explicou que desta vez o empresário já possui o aval público, antes de terminar de cometer o crime. “Agora a coisa passou à promiscuidade, com a adoção de uma nova tática, inclusive, muito criativa. A mutreta chama-se ‘Parceria Público-Privada’, e foi armada ao apagar das luzes do governo municipal anterior. O seu intuito é acobertar mais um crime ambiental. E outra vez as vítimas serão os habitantes do São José, que provavelmente verão seu bairro inundado devido ao aterro da margem do Rio Jaguaribe, promovido graças a esta ardilosa parceria”, contou.
O petista relatou que esteve ontem no local acompanhado por um grupo de moradores da comunidade para tentar impedir a ação, mas foram surpreendidos com esta permissão do Poder Público. “Quando nos dirigimos ao local com um grupo de moradores para tentar impedir esta obra criminosa, constatamos que os predadores estão muito bem acobertados com este documento de ‘Parceria Público-Privada’, assinado entre a empresa administradora do Manaíra Shopping e a Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP). Neste acordo a empresa se compromete a dragar uma parte do Rio Jaguaribe, não por espírito público, mas porque a operação lhe permitiu aterrar boa parte do rio, ampliando, desta forma, em quase dez metros o aterro original, que dá sustentação ao muro que contorna o empreendimento. Em apenas um dia chegaram 20 carretas despejando barro no local. Tudo legalizado através de uma licença ambiental muito suspeita”, disse.
Ele contou por fim que o resultado é que a empresa ganhou uma área de três mil metros quadrados e a população local ficou perigosamente exposta a uma grande inundação, já que a cala do rio foi reduzida de oito metros para menos de quatro. “Este tipo de trabalho não se chama ‘Parceria Público-Privada’, seu nome certo é ‘Picaretagem Público-Privada’. E já está na hora de alguem dar um basta nisso”, denunciou.

Transcrito do site do deputado Anísio Maia

Concerto para violino n. 3, de Mozart. Interprete Hilary Hahn

Postado: 23-01-2013
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Hilary

Hilary Hahn, credito de Glenn Ross

Concerto para violino nº 3, de Mozart. Intepretação perfeita de Hilary Hahn

 

 

 

 

 

 

 

 

1º movimento –

 

2ºmovimento - 

 

3º movimento - 

Governo prioriza acesso ao serviço público pela via do concurso

Postado: 23-01-2013
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Ricardo já tem outra desculpa para o não-faz-nada: queda do FPE

Ricardo Coutinho, governador

Por Wellington Farias - Se tem uma coisa muito positiva na gestão do governador Ricardo Coutinho é a decisão de obedecer ao princípio constitucional que só permite o ingresso no serviço público pela via de concurso.

Somente nesta quinta-feira, serão nomeados 5 mil concursados, com um detalhe: sai a lista de aprovados num dia e se nomeia imediatamente, poupando os concursados do estresse de ficar aguardando a sua hora chegar, ou serem enganados com uma a chance legal conquistada que nunca chega.

Independente do cumprimento à lei, o concurso é positivo por vários aspectos: privilegia a meritocracia, dando vez a quem investiu na sua própria educação; acaba com a boquinha negociada nas campanhas políticas, aperfeiçoa a prestação de serviços que passa a ser feita por gente competente. E contribui para a melhoria do padrão salarial dos funcionários. Geralmente os governos optam por prestadores de serviço também pelo fato de pagar salários menores a eles.

Teria Prestes entregue camaradas de partido à ditadura? Saulo Ramos diz que sim

Postado: 22-01-2013
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Prestes: um traidor?

Luiz Carlos Prestes

Por Wellington Farias
Mesmo que eu tenha levantado suspeita sobre a veracidade dos relatos de “O Código da Vida…”, livro de autoria do jurista Saulo Ramos, a partir dos equívocos grosseiros sobre o chamado Atentado do Gulliver, ocorrido na Paraíba, a repercussão foi muito boa. Várias mensagens foram enviadas à coluna, até agradecendo a transcrição. Uma delas partiu do leitor Antônio Amaro, professor, natural de Olinda, mas residente em João Pessoa há muitos anos. Ele já leu a obra e sugeriu que eu transcrevesse, para o conhecimento de outros leitores que não tiveram acesso ao livro, o episódio em que Saulo Ramos expõe um fato bastante comprometedor para a biografia do comunista Luiz Carlos Prestes. Vamos la:

“Luiz Carlos prestes, para não ser preso, combinou descaradamente com o DOPS pagar um preço para sua fuga. Deixaria em sua casa as cadernetas em que anotara os nomes, endereços e outras informações sobre seus companheiros do Partido Comunista. Houve até um detalhe curioso. Combinada a hora de fugir, a busca seria feita imediatamente após. Mas sua mulher esqueceu o casaco na residência, e Prestes telefonou ao delegado do DOPS, informando a falha de memória da esposa e pedindo mais tempo, porque voltaria à sua casa para pegar o casaco. Assim se fez.

Quando a polícia política chegou, Prestes já havia sumido. O casaco também. Ficaram as cadernetas. O caso tornou-se famoso, porque muita gente foi presa. Dezenas de membros do partido tiveram que fugir. Centenas de famílias ficaram desorganizadas, foram massacradas pela brutalidade policial. Trabalhadores, presos ou foragidos, não tinham como sustenta-las, porque deixaram seus empregos. Uma vez, contei isso a uma revista e fui processado, por haver denegrido a memória de Prestes. O Tribunal de Justiça de São Paulo trancou a ação penal. Assim, o fato, que era conhecido do DOPS e vazou na época, não tinha prova concreta. Com o processo, passou a ter o respaldo judicial. Muito mais tarde, com a queda da União Soviética, esse acontecimento estava bem documentado nos arquivos da KGB, na Rússia. O DOPS não mentira.

A ação penal contra as pessoas denunciadas apenas por terem seus nomes nas Cadernetas Prestes materializava uma violência brutal. Não lembro quantas cadernetas eram. Creio que chegavam a vinte, ou quase. Todas escritas à mão. Não fizeram sequer perícia grafotécnica ou grafoscópica, para saber se a letra era de Prestes.

Folheando-as, era possível encontrar, além dos nomes, umas frases desconexas, algo como “o sol vai nascer na Cordilheira dos Andes”, algumas tentativas de fazer literatura com a desgraça alheia, ou com os próprios sonhos e devaneios, sem grande qualidade literária, ainda que fosse legítima a defesa da ideologia para quem nela crê. Sonhar é preciso. Matar não.
Aceitei advogar para muitos dos réus presos. Passei horas examinando aqueles cadernos. Invocar a lei, os direitos constitucionais, era bobagem. Contra tais direitos, levantava-se a defesa a defesa da Pátria diante da ameaça do comunismo. E, por incrível que pareça, a maioria dos militares acreditava nisso sinceramente. Havia, pois, honestidade intelectual dos dois lados: dos que levavam e dos que davam porradas.

De repente, tive uma ideia para tumultuar o processo. Pedi o exame das cadernetas por um grupo de psiquiatras, para que se tivesse certeza sobre a sanidade mental da pessoa que escreveu aquelas frases e as informações sobre membros do partido. Essa foi demais: exame psicológico de cadernetas!”

Camaradas
Na sequência, Saulo Ramos detalha a petição acima citada, para depois continuar:
“Chutei mais do que Pelé nos seus tempos áureos. Processada a petição, apareceu na minha casa, à noite, uma perua Kombi. (…) Dela, saíram destacados dirigentes do Partido Comunista, todos na clandestinidade. Entraram e quiseram me forçar a desistir da prova. Seria a desmoralização do líder Luiz Carlos Prestes, que, àquela altura, depois de uns tempos no Rio de Janeiro, já estava na União Soviética. Fugira da repressão com uma facilidade espantosa. Pena que, naquela noite, eu ainda não sabia do acerto com o DOPS. Ah! Se eu soubesse!
- Senhores, entendo a preocupação política de vocês – ponderei, misturando “senhores” com “vocês”. – Mas se trata da liberdade de muitos chefes de família, seus companheiros de partido. Vocês não sabem o que é prisão nesta ditadura e precisam compreender que o advogado tem obrigação de fazer tudo por seus clientes. Creio que descobri uma forma de livrar todos da cadeia. Meu objetivo é esse. Prestes que fique tranquilo na União Soviética. Enquanto ele não aparecer por aqui, haverá a dúvida, e ninguém poderá ser condenado, antes que ele seja examinado pessoalmente.
- É uma questão de princípio. Desejamos a liberdade de todos os nossos camaradas, mas não a esse preço. Não se pode criar a menor dúvida sobre a integridade mental de um líder que tantos serviços prestou à causa brasileira da liberdade.
- Pois, neste momento, estou interessado na liberdade dos meus clientes, já que essa liberdade brasileira, de que vocês falam, já foi pro brejo. Os militares ficarão anos no poder, para infelicidade geral da nação. Vocês vão me desculpar, mas não desisto da prova. Vou trabalhar por ela e espero libertar todo mundo. A causa da liberdade, agora, não é a de Prestes, mas a dos presos.
- Então fique o senhor sabendo que entraremos em contato com os camaradas que lhes passaram as procurações, e elas serão cassadas.
Cassaram coisa alguma. Continuei advogado, com uma agradável surpresa: os militares adoraram a ideia de levantar dúvidas sobre a sanidade de Prestes.”

Água
O presidente da Câmara Municipal de Bananeiras, Ramon Moreira, convidou o Presidente da Cagepa para uma sessão especial a fim de prestar informações sobre a situação hídrica da cidade. Há previsão de que a barragem de Canafistula, que abastece Bananeiras, não mais atenda, a partir de março, devido a estiagem. “Mas, infelizmente não recebemos nenhuma atenção por parte da presidência da Cagepa”, afirmou.

 

Folha: Primeira-dama da Paraíba causa frisson e vira alvo de auditoria

Postado: 20-01-2013
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Primeira-dama da Paraíba causa frisson e vira alvo de auditoria

Pâmela acha que a sua beleza causa inveja

Pâmela acha que a sua beleza causa inveja

NELSON BARROS NETO
ENVIADO ESPECIAL A JOÃO PESSOA (*)
Pâmela Bório, 29, diz que incomoda. Miss Bahia em 2008 e apresentadora de TV, a mulher do governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), 52, considera-se invejada por sua “beleza, carreira bem-sucedida, família estruturada, vida acadêmica e contatos importantes”.

Nesses dois anos como primeira-dama, causou frisson nas redes sociais ao posar com uma bolsa de grife francesa, bater boca com políticos e, em especial, quando exibiu na internet um novíssimo jogo de lingeries.

“Presente para mim, mas quem curte é o maridão”, escreveu à época, junto com a foto das peças íntimas.

Nos últimos dias, porém, o frisson em torno de Pâmela não veio de imagens e declarações na internet, mas de uma auditoria do Tribunal de Contas da Paraíba sobre gastos na residência oficial do governo, a Granja Santana.

De acordo com o documento, Pâmela encomendou sem licitação produtos de cama e banho e acessórios para um quarto de bebê. Pediu orçamentos às lojas e priorizou seu gosto pessoal, em vez do menor preço, diz o relatório.

Baiana de Senhor do Bonfim, Pâmela é mãe de Henri Lorenzo, 2, nascido dias antes de Ricardo Coutinho vencer as eleições de 2010.

A auditoria do TCE, como mostrou a revista “IstoÉ” na semana passada, acrescenta ser “curiosa” a quantidade de farinha láctea adquirida: 460 latas em menos de 30 dias.

Houve ainda gastos com “cauda de lagosta de primeira”, “bacalhau do Porto” e “carne de carneiro sem osso”.

“Tudo do relatório nós compramos. Chama a atenção, mas está dentro da lei. Não há como não ter despesas com a primeira-dama, que não tem cartão corporativo”, afirma o chefe da Casa Civil, Lúcio Valadares.

Segundo ele, há questionamentos porque a última criança que nasceu e frequentou a Granja Santana foi Ariano Suassuna, na década de 1920 –o dramaturgo é filho de João Suassuna, que governou o Estado de 1924 a 1928.

“Se assinei algo [para receber os produtos], deve ter sido na correria do momento, pois sempre estava apta a ajudar. Me recordo que atendi a inúmeras solicitações da administração da Granja”, afirma a primeira-dama.

 

Pâmela, o filho e o governador Ricardo Coutinho

Pâmela, o filho e o governador Ricardo Coutinho

PASSARELAS
Pâmela perdeu o pai quando tinha três anos. Estudou em colégio de freiras e desde pequena é “muito assediada devido ao seu rosto único”, diz a tia Maria Eudalice, considerada por ela uma segunda mãe. A verdadeira sofre de depressão e teve dificuldades para se dedicar à filha.

Segundo a tia, a primeira-dama só não ganhou o Miss Brasil Globo de 2008 por uma “questão política” –sobre a qual não cita detalhes.

O concurso é uma espécie de segundo escalão das disputas de misses e o mesmo em que Marcela Temer, mulher do vice-presidente da República, Michel Temer, foi vice por São Paulo, em 2003.

Em um desses concursos, em 2005, na Bahia, organizadores disseram que Pâmela desfilou com um salto acima do permitido e se trancou em um quarto de hotel para não ser submetida à medição.

Teria receio de ser considerada baixa pelos jurados e perder pontos. Com 1,64 m, ficou em segundo lugar.

A primeira-dama nega a história. Só reconhece que “sumiu” de um evento para fazer hidratação e bronzeamento artificial.

 

A BELA E A FERA
Nas ruas, táxis e repartições públicas de João Pessoa, a Folha perguntou sobre o casal Pâmela e Ricardo. Como resposta, algumas ironias e o apelido de “A Bela e a Fera”.

A primeira-dama comenta: “Admiro o caráter, a sensibilidade e o senso de humor de Ricardo [o governador]. Ele tem porte, um sorriso que me ilumina”. Procurado, o governador não quis falar.

Pâmela já amamentou em público e diz que não se acha tão bonita. “Juízos de valor e estereótipos são incoerentes com minha história de vida.”

No staff do governador, a primeira-dama é rotulada como “impetuosa”, em especial quando está diante de um teclado e conectada à internet. Mas ninguém ousa lhe impor limites ou sugerir que se afaste das redes sociais.

Durante o julgamento do mensalão, exaltou o ministro Joaquim Barbosa, do STF (Supremo Tribunal Federal). Em meio ao caso Rosemary Noronha, bateu forte no ex-presidente Lula. “Fiquei com nojo dele”, declarou via internet. O PSB do marido é aliado do PT na esfera nacional.

A primeira-dama falou com a Folha por e-mail e por um canal fechado de bate-papo de uma rede social.

“Sou jornalista e sempre terei compromisso com a informação”, diz Pâmela, apresentadora de um programa semanal de variedades e entrevistas da TV Tambaú, afiliada do SBT.

“Sou mulher do meu tempo, emancipada e bem resolvida”, diz ela, que vê os questionamentos sobre os gastos como uma manobra da oposição e afirma apoiar “qualquer investigação de uso indevido do dinheiro público”.

Jornalista formada pela Uneb (Universidade do Estado da Bahia), em Juazeiro, atualmente faz mestrado na Universidade Federal da Paraíba, no qual diz estudar “interconectividade”.

Depois da faculdade, passou a apresentar telejornais. E foi durante uma entrevista que conheceu o marido, então prefeito de João Pessoa, em 2009.

O que o governador fez para conquistá-la? “Conversas inteligentes a fio…”.

(*) Transcrito do portal UOL