Semob explica caso em que veículo avançou o sinal vermelho

Postado: 20-03-2013
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Mau exemplo do Poder Público

Mau exemplo do Poder Público

Sobre a informação veiculada aqui acerca de uma viatura da Semob avançando o sinal vermelho, o blog recebeu a seguinte explicação da Assessoria de Comunicação do órgão:

“Em relação à matéria divulgada no blog Wellington Farias intitulada “Semob dá mau exemplo e ajuda a esculhambar o trânsito: carro avança sinal vermelho, a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de João Pessoa (Semob) esclarece que a viatura mostrada na foto encontrava-se em fiscalização pela avenida Walfredo Macedo Brandão, nos Bancários, e ao parar no cruzamento com a rua Inácio Ramos de Andrade flagrou um veículo transitando na contramão de direção na referida via. Para observar a placa do carro infrator, a viatura da Semob teve que avançar sobre a faixa de pedestre tomando todas as precauções que determina o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) em casos dessa natureza.

O que diz o CTB

Os veículos de fiscalização e operação de trânsito de acordo com o Capitulo III, das normas gerais de circulação e conduta do CTB, artigo 29, inciso VII, têm prioridade de trânsito, gozam de livre circulação, estacionamento e parada, quando em serviço de urgência e devidamente identificados por dispositivos regulamentares de alarme sonoro e iluminação vermelha intermitente.

Portanto, a viatura estava em trabalho de fiscalização do trânsito e usava o dispositivo de alarme sonoro e de iluminação vermelha intermitente (giroflex ligado como observado na foto) – ao avançar sobre a faixa de pedestre para flagrar um infrator que colocava em risco a vida de outros cidadãos.

O artigo 29 do CTB só é utilizado pelos agentes de mobilidade em casos de extrema necessidade.”

Folha revela violência assustadora na Paraíba. Capital é record nacional

Postado: 17-03-2013
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Números assustadores

Números assustadores

Por Reynaldo Turollo Jr, enviado da Folha de São Paulo a João Pessoa - Bairros inimigos, condomínios populares que se atacam, brigas de torcidas. Capital líder em homicídios de negros do país, João Pessoa é uma cidade dividida.

Líderes de duas gangues foram presos, afirma a polícia
Ex-usuária de droga diz ter perdido 34 amigos em bairro de João Pessoa

No coração dos conflitos, centrados na periferia, estão grupos que controlam diferentes áreas da cidade: a “Okaida”, nome inspirado na rede terrorista Al Qaeda, e os “EUA”, inimigos da Okaida.

Nessa disputa batizada pelo principal conflito mundial deste século, a história se resume à luta pelo comando do tráfico ou de presídios, diz a polícia. Mas moradores da periferia relatam que o problema é mais profundo e se nutre da rivalidade entre bairros.

Sob ameaça de morte, jovens são proibidos de frequentar espaços visados por jovens de áreas rivais, ainda que não tenham ligação com o crime. Pichações das gangues marcam cenas de homicídios.

A briga entre torcidas organizadas também estimula a violência, dizem moradores. Apesar de torcerem para o mesmo time, o Botafogo-PB, a Torcida Jovem da Paraíba e a Fúria Independente são de bairros rivais, e mobilizam centenas de jovens.

Para a polícia, o ódio entre bairros é fomentado por traficantes para forçar jovens vulneráveis a entrar nas facções. “Perguntamos o por quê do encantamento com facções e o próprio jovem não sabe dizer”, diz Andrezza Gomes, 22, da Pastoral do Menor.

Mortes de negro
João Pessoa registrou 518 mortes violentas em 2012. Para a Polícia Civil, metade está ligada ao tráfico e à disputa entre os grupos.

O Mapa da Violência 2012, que computa homicídios de 2010 registrados pelo SUS (Sistema Único de Saúde), mostra que, para cada homicídio de branco, 29 negros são mortos na cidade.

É a capital com a maior taxa de homicídios de negros do país: 140,7 por 100 mil negros. A taxa nacional é quatro vezes menor, 36.

O estudo considera negro a somatória de quem se declara preto e pardo ao IBGE.

O governo do Estado reconhece que os números apontam uma tendência, mas diz que pode haver diferença entre dados do IBGE, em que o entrevistado declara sua cor, e os do SUS, em que o médico atesta a cor da vítima.

Para o historiador e militante negro Danilo da Silva, a Paraíba vive um “genocídio” da população negra.

Não se trata, porém, de um confronto armado entre raças, mas de enfrentamento entre os próprios moradores da periferia da capital. Silva aponta a “omissão do Estado na periferia”, que não se empenharia para resolver os crimes, como o componente que permite essa situação.

“É como se o envolvimento no tráfico justificasse tudo: morreu, foi coisa boa. Mas nem todos estão envolvidos.” Estudante, pedreiro, capoeirista e negro, Edjackson da Silva Ferreira, 17, foi morto no último dia 20 no condomínio onde vivia com a mãe, no bairro do Valentina, um dos mais violentos da capital.

Moradores do condomínio rival invadiram o local e atiraram em Ferreira apenas para “não perder a viagem”, porque não encontraram seus alvos, dizem pessoas próximas.

“Ele não era do tráfico”, afirma o professor de capoeira João Paulo Pereira, 28. Desde então, tiros entre os condomínios são quase diários. Até semana passada, ninguém havia sido preso.
Ex-usuária de droga diz ter perdido 34 amigos em bairro de João Pessoa

Wilma

Wilma, de Mangabeira

“Perdi 34 amigos no meu bairro em um ano [2012]. A maioria a droga levou. A grande maioria era negra”, relata Renata Wilma de Lima, 27, moradora do Mangabeira, maior bairro de João Pessoa.

“Estão matando não é só por causa da droga, mas por causa do conceito”, revela.

“Se o ‘boy’ matar um, dois, três, aquilo ali é um conceito para ele. Vai ter uma moral dentro do bairro.”

Separada, mãe de três filhos e ex-usuária de drogas, Renata tem planos de estudar e ser documentarista. Entre outras coisas, quer retratar sua comunidade, como afirma que já vem fazendo.

“Comecei a observar ao meu redor, meninos que eu vi crescer, peguei no braço. Comecei a ir a enterro, a ver aquelas cenas [de crimes] próximas de mim, e comecei a registrar [em fotos]“, relata.

Renata diz ter deixado as drogas há 12 anos, quando entrou no Centro da Juventude, espécie de oficina com vários cursos em Mangabeira, onde conheceu a capoeira.

Há alguns meses, conta, seu filho de 13 anos ia ao shopping com colegas quando precisou voltar às pressas para casa. No caminho, cruzou com outros jovens, no terminal de ônibus, que quiseram saber de onde ele era.

“”Ôxe, esse ‘boy’ é de Mangabeira, vamos quebrar.’ Ele só não levou uma surra porque ele viu o [ônibus] 303 e correu para dentro”, afirma.

Segundo o militante do movimento negro e jornalista Dalmo Oliveira da Silva, essa “cultura de violência” é recente em João Pessoa.

“É como se tivesse ocorrido uma espécie de importação de um modelo que acaba contribuindo para o glamour da bandidagem”, declara.

No Mangabeira, o Centro da Juventude frequentado por Renata hoje é um prédio caindo aos pedaços, sem pintura e com fiação exposta.

A coordenação do local, ligada à prefeitura, informou que a reforma do imóvel atrasou, mas que está programada para começar em breve. (REYNALDO TUROLLO JR.)

Líderes de duas gangues foram presos, afirma a polícia

De acordo com o delegado Isaías Gualberto, assessor de ações estratégicas da Secretaria de Segurança Pública, os líderes dos grupos “Okaida” e “EUA” já foram presos.

Segundo o delegado, das 518 mortes violentas registradas no ano passado, 284 foram elucidadas, o que fará a sensação de impunidade diminuir com o tempo e, com ela, a criminalidade.

A investigação melhorou, afirma o delegado, porque o governo do Estado aumentou o número de policiais civis na capital.

Sobre as mortes de negros em João Pessoa, o secretário da Segurança e da Defesa Social da Paraíba, Cláudio Lima, diz que os números do Mapa da Violência sobre esses homicídios em João Pessoa indicam uma tendência.

No entanto, o secretário afirma que essas informações não são exatas, pois a base são dados do Ministério da Saúde (SUS).

Segundo ele, pode haver discrepância entre os dados populacionais do IBGE, que trabalha com a autodeclaração da cor, e os de homicídios registrados pela rede do SUS, em que o médico precisa atestar a cor da vítima.

O Estado não registra a cor das vítimas, afirma o secretário, porque não há como um terceiro (um policial) estabelecer quem é negro.

Assim, não há dados do governo estadual sobre os números de mortes de negros na Paraíba.

“O recorte [feito pelo governo para ações de segurança pública] é o da idade [14 a 29 anos] e o da situação econômica. Coincidentemente, [os negros] estão dentro dessa faixa”, afirma.

No entanto, o secretário diz que o Estado irá “analisar e enquadrar em ações futuras” reivindicações de grupos de direitos humanos que pedem por estatísticas e ações focadas especificamente na população negra.

De acordo com Lima, as mortes violentas em geral caíram 12,8% em João Pessoa de 2011, (quando foram registradas 594 casos) para 2012 (518), após dez anos consecutivos de alta.

O resultado, diz, foi obtido com “planos e metas de ações repressivas para cada unidade de polícia”. O secretário da Segurança reconhece, porém, que as ações preventivas “ainda são muito tímidas”.

Quanto à queixa de militantes do movimento negro de que a polícia não apura mortes na periferia da cidade, o delegado Gualberto afirma que a atual gestão fez o índice de elucidação de homicídios subir de 10% para 54,8% em dois anos.

(*) Transcrito da Folha de São Paulo

 

É cedo para santificar o papa

Postado: 17-03-2013
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Papa Francisco

Papa Francisco

Por Clóvis Rossi (*)  - É compreensível que a massa de fiéis reunida na praça de São Pedro, durante a cerimônia fúnebre de João Paulo 2º, decretasse aos gritos: “Santo subito”.

Afinal, o pontificado de João Paulo 2º durara 28 anos, tempo mais que suficiente para exibir ao mundo suas qualidades (defeitos também, mas, nessas horas, ninguém pensa em defeitos).

É um exagero, no entanto, a mídia, inclusive a do Vaticano, transformar o noticiário em torno do novo papa em culto à personalidade de Jorge Mario Bergoglio, como reproduzisse para ele o grito de “Santo subito” de oito anos atrás.

Cada detalhe de sua biografia e cada vírgula de suas palavras são apresentados em “odor de santidade”, a fragrância que a tradição católica diz que emana dos santos.

Talvez o exagero se deva ao fato de que Bergoglio era um virtual desconhecido para o mundo, o que leva o jornalismo a procurar, em cada pequeno gesto e cada pequena fala, o rosto do novo pontificado.

Está sendo inútil até agora, a menos que se considere que a escolha do nome Francisco seja uma declaração de intenções, a de querer, como disse ontem, “uma igreja pobre, para os pobres”. Não conheço um único religioso (ou político) que tenha defendido uma igreja (ou partido ou governo) para os ricos.

Entendo em todo o caso a carência de definições sobre a vasta e complexa agenda da igreja, que, segundo dom Cláudio Hummes, “precisa de uma reforma em todas as suas estruturas”.

O papa explicou que “a igreja, embora sendo certamente também uma instituição humana, histórica, com tudo o que isso comporta, não tem uma natureza política, mas essencialmente espiritual”.

Os mortais comuns aprendemos a lidar com a política, gostando ou não dela, mas o espiritual é para poucos escolhidos.

O problema é que temas essenciais da agenda da igreja, como o escândalo de pedofilia ou a polêmica em torno do casamento entre pessoas do mesmo sexo, são essencialmente humanos.

O papa precisará mesmo do odor de santidade para levar a cabo o que dom Cláudio definiu como “obra gigantesca” de renovação da igreja. Precisará também da coragem que lhe faltou durante a ditadura militar argentina, como depõe o prêmio Nobel da Paz Adolfo Pérez Esquivel: “Não considero que Jorge Bergoglio tenha sido cúmplice da ditadura, mas creio que lhe faltou coragem para acompanhar nossa luta pelos direitos humanos nos momentos mais difíceis”.

O passado, portanto, não permite sentir odor de santidade no novo papa, até porque santos se revelam exatamente nos momentos difíceis. No caso da Argentina, durante a ditadura, o que estava em jogo era condenar a barbárie, não calar-se.

Mas é hora de virar a página Bergoglio e abrir a página Francisco. O que começará a dar um rosto -santo ou não- ao novo papado serão as escolhas para os cargos vitais da Cúria, em especial a nomeação para a secretaria de Estado, o segundo cargo no Vaticano -escolha que será todo um programa de governo do novo papa e lhe dará (ou não) os primeiros “odores de santidade”.

Transcrito da Folha Online

Clovis Rossi

Clóvis Rossi

(*) Clóvis Rossi é repórter especial e membro do Conselho Editorial da Folha, ganhador dos prêmios Maria Moors Cabot (EUA) e da Fundación por un Nuevo Periodismo Iberoamericano. Assina coluna às terças, quintas e domingos no caderno “Mundo”. É autor, entre outras obras, de “Enviado Especial: 25 Anos ao Redor do Mundo” e “O Que é Jornalismo”. Escreve às terças, quintas e domingos na versão impressa do caderno “Mundo” e às sextas no site.

 

Semob dá mau exemplo e ajuda a esculhambar o trânsito: carro avança sinal vermelho

Postado: 16-03-2013
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Mau exemplo do Poder Público

Mau exemplo do Poder Público

Por Wellington Farias – O prefeito Luciano Cartaxo (PT) precisa chamar o feito à ordem. Na sua gestão, o trânsito de João Pessoa está se tornando uma zorra.

Pra completar, a própria Prefeitura dá o mau exemplo aos cidadãos e, portanto, perde a autoridade moral para exigir respeito às leis do trânsito.

A foto ao lado é a prova de que a própria Prefeitura contribui para o desrespeito às leis do trânsito e aos direitos dos cidadãos. Uma camioneta da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) avança o sinal vermelho, sobre a faixa de pedestres.

O fato foi registrado na quarta-feira, às 20h10, no sinal dos bancarios em frente ao super mercado Todo Dia.

Com a palavra o prefeito Luciano Cartaxo, que prometeu uma João Pessoa maravilhosa durante a sua campanha.

Seca massacra 35 mil pessoas só no Vale do Sabugi

Postado: 15-03-2013
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Animais mortos de sede

Pe. Djacy mostra o rebanho tombado na estrada por falta de água e comida. Foto do ExpressoPB

Por Ronaldo Magella (*) - Trinta e cinco mil pessoas sofrerão os efeitos da falta de água no Vale do Sabugi.Os números preocupam, a situação se agrava na região do Vale do Sabugi e 35 mil pessoas deverão passar por dificuldades e sofrerão os efeitos da seca, podendo haver um caos na região.

Os municípios do Vale, São Mamede, Santa Luzia, São José do Sabugi, Várzea e Junco do Seridó, deverão entrar nos próximos meses no seu estágio mais crítico neste momento de seca e poderão entrar em colapso com por conta da falta do abastecimento de água.

Há comunidades em Santa Luzia, como o bairro Frei Damião, que os moradores reclamam da falta de água há oito dias, dizem que nesse período nenhuma gota apareceu nas torneiras. Ainda na mesma cidade já há condomínio perfurando poços para consumo, uma vez que a água da Cagepa não está mais chegando.

O problema do Vale do Sabugi, das cidades de São Mamede, Santa Luzia, São José do Sabugi e Várzea, é que no momento, todas as cidades, com exceção de São Mamede, já perderam os seus mananciais, e contam agora apenas com a água da Adutora Coresma-Sabugi, mas como tais cidades estão no ponto final da adutora sempre sofrem quando há qualquer problema na distribuição de água.

Pior situação é da cidade do Junco do Seridó, que não recebe água de nenhuma adutora, e há mais de um de ano que o açude da cidade secou completamente.

A situação atual
Os açudes de São José do Sabugi e Junco do Seridó, já estão secos; em Santa Luzia o principal açude da cidade está agora com menos de 5% do seu volume total, mas a Cagepa não está mais retirando água do açude, pois não há mais condições, nem de puxar a água, nem de qualidade; em São Mamede e Várzea, a situação não é diferente, os açudes estão no vermelho, com menos de 4% do seu volume.

Números preocupam
Índice pluviométrico de 2013 em Santa Luzia assusta e alerta

A Emater de Santa Luzia divulgou recentemente uma comparação dos índices pluviométricos dos anos de 2012 e 2013 nos três primeiros meses do ano.

Segundo o órgão, de janeiro a março de 2012, em Santa Luzia o índice ficou em torno de 142,8 mm de chuvas, enquanto que no mesmo período, em 2013, até março, até agora, o índice pluviométrico ficou em torno de 44,4mm, uma queda percentual de 31%, configurando assim um dos anos mais secos da história.

A média de chuvas em Santa Luzia gira em torno de 600 mm, em um bom ano de inverno. A população precisa ficar em alerta, começar a pensar em guardar e economizar água, uma vez que pelos números e pela previsão a seca irá continuar.

Afetando a vida dos moradores, a economia. Seca começa a mudar hábitos e alterar rotina dos cidadãos do Sertão

Antes se tomava uma ducha, no chuveiro gostoso, agora o banho é de cuia, água fria armazenada nos baldes. Essas são as consequências da seca, da estiagem, que começa a afetar os moradores da cidade, uma vez que a Zona Rural já sofre deste o ano passado.

Agora nas residências são baldes cheios, recipientes, falta de água por mais de três seguidos, alterando assim os hábitos da população. Muitos acordam pela madrugada para esperar água nas torneiras e assim abastecer os reservatórios domésticos.

Nesta segunda-feira, devido à falta de água, a Escola Estadual Padre Jerônimo de Santa Luzia resolveu cancelar as aulas do período da tarde. Sem água para a merenda, para lavar panelas, para os alunos beberem, a direção considerou que seria melhor liberar as aulas no período, também devido ao calor intenso da tarde, quando o consumo de água se faz muito maior pelos alunos.

Prefeito de São Mamede diz que na real situação atual de seca, São Pedro não será possível

O prefeito de São Mamede, Dr. Chagas Lopes, afirmou neste final de semana que não será viável a realização do São Pedro da cidade na atual situação de seca e estiagem.

Segundo o prefeito o município está com a situação de emergência decretada, decreto reconhecido no âmbito estadual e federal, o que implica a impossibilidade de realização de festas, de gastos em tais eventos.

Chagas disse que o decreto deverá se vence em maio, mas havendo a continuidade do contexto de seca, haverá uma prorrogação do decreto, até novembro, e por lei não é possível o comprometimento de receitas com festejos.

Porém, o prefeito afirmou que, no máximo poderá realiza uma noite de festa, no dia de São Pedro, apenas com forrozeiros, como se fazia nas décadas de 60, 70, para que não seja ferida legislação nem se ultrapasse os limites estabelecidos pelo Tribunal de Contas da Paraíba.

(*) Ronaldo Magella é jornalista, professor e radialista na cidade de Santa Luzia

Marinho Mendes faz revelações sobre o Caso Ellen

Postado: 15-03-2013
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Marinho Mendes

Marinho Mendes

Por Marinho Mendes (promotor de Justiça) - Desde o tristonho dia em que a quase criança Fernanda Ellen desapareceu do Colégio onde estudava no Alto do Mateus, nós que fazemos o Conselho Estadual dos Direitos Humanos da Paraíba – CEDHPB, já estivemos duas vezes na casa de sua família, travamos um contato aberto, respeitável e de muita confiança entre os pais daquela linda menina, cujo desaparecimento, tem trazido a Fábio Cabral e dona Elisângela Miranda, seus genitores, o mais amargo de todos os sofrimentos, o de uma hora para outra, ver sumir do seu convívio a carne de sua carne, o sangue do seu sangue, uma flor gerada, germinada, educada e amada por tão especial casal.

Na casa de Fábio e Elisângela o desalento, a melancolia e desolação contaminam a todos e as emoções dos mais secos e duros corações afloram aos borbotões. É uma família despedaçada por infortúnio terrivelmente pesado e quase impossível de se transportar.
Na casa de Fábio e Elisângela, isto me tocou para sempre, o irmãozinho de Fernanda Ellen, de pouco mais de três anos, tem seus olhos vidrados no desenho que passa na televisão, mas seu cenho fechado e triste, denota que no seu âmago as coisas não estão bem, ele demonstra a olhos nus, que algo de muito misterioso, o de uma perda mais do que irreparável povoa o seu coraçãozinho de mágoa, de dor, de imensa dor. A ausência da irmã lhe atingiu em cheio, a criança acusa o golpe com seus olhares penetrantes e agudamente espreitadores, demonstrando que sua alminha de anjo, está angustiada, espantada, como se a dizer: “minha irmãzinha não merece castigo tão insólito, tragam ela para mim novamente”.
O Secretário de Segurança não sabe, mas nós sabemos de revelações que poderiam esclarecer a lastimosa ocorrência e foi a família amargurada pelo evento cruel e tomado de intensa dor quem nos disse: A polícia não deu ouvidos para um local que não direi a situação, onde possivelmente a infante ainda esteja em cativeiro. Lá existem moradores clandestinos, é um prédio abandonado habitado por pessoas sem teto e onde um homem foi visto entrando com uma menina. Isto é verdade, estivemos lá, checamos o cenário, mas não transpusemos os muros, mas se o fizéssemos, recairia sobre a pecha de exibidos, de usurpadores e de pessoas inaptas para averiguar o que só a polícia pode fazer e pior, alguém ainda diria que nós do CEDHP fomos a causa do insucesso policial, anotando-se que o pai já sonhou várias vezes com a menina lá, já teve visões mesmo, nas quais acredita cegamente.
Mais revelações: O vigia suspeito, depois de escutado uma vez só pela polícia sumiu, escafedeu-se, nunca mais foi visto, estamos tentando localizá-lo, é da Baia da Traição e possivelmente tenha ido lá para se subtrair a novas devassas inquisitoriais, pois investigações se faz interrogando uma vez, duas vezes até que se chegue a uma conclusão, via análise do discurso, seja positiva, seja negativa e não foi o caso, .
E mais, se a menina foi vista saindo do colégio e o local onde a família sempre suspeitou que ela se encontre em cárcere privado ou lá tenha estado, é de fácil acesso para quem sai do colégio e conheça seus labirintos, porque os investigadores não se moveram das cadeiras estofados e foram até lá?.
Em Bayeux, uma adolescente sumiu nas mesmas circunstâncias de Fernanda Ellen, sabemos do caso, ela foi encontrada em Pernambuco, perambulando pelas ruas de Olinda, após ser levada por um motorista alternativo, e por qual motivo essas investigações não se abrem para essas variantes, ela é monovariante, quando não deveria ser.
E ainda, existem fundadas suspeitas de que um motorista alternativo, cujo nome foi informado pela família tenha envolvimento com o fato, mas ouviram esse homem uma vez e deixaram para lá, numa demonstração de que ocorria aquilo que sempre temíamos: falta de diligências, de empenho, de busca do dado negado e esse dado pode se encontrar perto ou pode ter sido perdido por falta de alguém que fosse buscá-lo.
Hoje, pasmem, o chefe maior da segurança pública no Estado veio a público e jogou a toalha, confessou o que tanto nos assombrava: A polícia não chegou a lugar algum e agora oferece “prêmio” para quem fornecer pistas de onde se encontra Fernanda Ellen, mas após dois meses e sete dias Secretário, é confissão de desconcertante inércia ou falta de habilidade no trato das ações de inteligência, fenômenos de sua polícia, que sem dúvida, aumentaram a aflição e a amargura daquela família e até penso: a acrimônia do irmãozinho, com seus olhos vidrados e rosto sofrido, revela que ele sabe que temos uma polícia incapaz de desvendar o mistério que cerca o desmalhado do diamante que habitava sua casa e é sangue do seu sangue, o seu tesouro nascido das mesmas entranhas que o trouxe a esse mundo de tantos enigmas e esfinges, que a sua polícia não aprendeu a desvelar.

Ricardo joga pesado até com os aliados: mina base eleitorais

Postado: 14-03-2013
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Ricardo mina até as bases de Cássio

Ricardo mina até as bases de Cássio

Por Wellington Farias – O governador Ricardo Coutinho (PSB) está jogando pesado com a classe política. Com todos: aliados, ou não. Com essa história de encontro de prefeitos, realização de solenidades nos municípios, ele na verdade está minando as bases dos políticos em geral.

Na medida em que Ricardo se entende diretamente com os prefeitos, neutraliza o poder de barganha e o prestígio dos deputados estaduais, federais e senadores, que tem nesses prefeitos os seus mais valiosos cabos eleitorais. Afinal, são os prefeitos que estão diretamente ligados ao povo.

A estratégia não é de hoje, já tem um tempo. Mas, na entrevista que concedeu ao Correio Debate nesta quinta-feira (14), o secretário Ricardo Barbosa deixou isso bem claro. Segundo ele, nas solenidades de assinatura de ordem de serviço ou de inauguração de obras no interior, independente dos políticos, o povo comparece, prestigia e aplaude o governador pelas ações em favor dos municípios.

Ricardo Barbosa deixou muito claro que o povo não está nem ai se o político A ou B é aliado, apoia, ou não apóia o governo, tampouco está se lixando se eles estiverem presentes, ou não. Ele, o povão, comparece aos eventos para dar o seu aval às ações governamentais e aplaudir o governador Ricardo Coutinho. Ou seja: o governo se dirige e dialoga diretamente com o eleitorado, na base, pouco importando o que os políticos acham.

A pretexto de estar realizando obras nos municípios e tratando de assuntos administrativos com os prefeitos, de fato é quem parte primeiro na sua pré-campanha para a reeleição. Como se não bastasse, ainda culpa os políticos que, segundo ele, estão antecipando o ano eleitoral, quando deveriam discutir eleições apenas em 2014. Esperto, o governador…

O senador Cássio Cunha  Lima (PSDB), aliado a quem todas as análises políticas atribui o mérito da eleição de Ricardo Cotuinho, também tem consciência dessa estratégia do governador. Questionado a respeito, no Correio Debate, Cássio até ironizou, para toda a Paraíba ouvir: “O meu pai (Ronaldo Cunha Lima) tinha apenas seis prefeitos e se elegeu governador…”

Risco?
Resta saber até que ponto essa estratégia de Sua Excelência é verdadeiramente eficiente. Será que ele imagina, mesmo, que a classe política não percebe a sua estratégia de neutraliza-la em suas bases? E será que a classe política vai aceitar com naturalidade esta ação devastadora de suas bases?

Bom, ai só o tempo dirá…

PT e PMDB caem na onda da situação começam a brigar

Postado: 14-03-2013
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Ricardo Coutinho afaga o bom velhinho Zé Maranhão.

Ricardo e Zé: hoje adversários

Por Wellington Farias – As oposições, especialmente o ex-governador José Maranhão (PMDB) e as lideranças petistas na Paraíba estão entrando na onda do esquema da situação orientado pelo Palácio da Redenção: começam a trocar farpas, sem atentarem que precisam estar unidos e misturados nas eleições de 2014, se quiserem pensar em vencer o pleito.

A imprensa alinhada com as diretrizes do Palácio da Redenção deu uma dimensão (para não dizer que distorceu) as análises que José Maranhão fez na última segunda-feira, mostrando (com toda clareza e razão) que o PT, neste momento, não está preparado para, com sucesso, disputar uma eleição para governador, porque não tem candidato com porte suficiente. Foi uma análise correta e real, sem conotação de desdém. Só isso.

A imprensa oficial não perdeu tempo e sapecou manchetes com enfoques muito mais voltados para provocar a intriga do PT com o PMDB, do que informar o público. O pior é que tanto o PT como Maranhão estão caindo na onda e respondendo e descambando para a troca de farpas.

PMDB,PT e outros partidos não alinhados com o Palácio da Redenção têm que se convencer de que, desunidos, não têm chance de vencer as eleições. As divergências são naturais, claro, mas não podem irem ao ponto de fechar portas para entendimentos futuros.

A Paraíba está totalmente entregue à bandidagem. Os números da violência geram pânico

Postado: 13-03-2013
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violencia1

A Paraíba está entregue à bandidagem

Por Wellington Farias – A Paraíba está completamente dominada pela bandidagem. Por maior que seja o esforço do secretário de Segurança Pública, Claudio Lima, do governador Ricardo Coutinho (PSB) e da imprensa orientada pelo Palácio da Redenção, não há como camuflar uma situação que está levando os paraibanos ao desespero.

Todos estamos assustados, para não dizer em pânico. Entregues à própria sorte. As mortes se multiplicam, as agressões são constantes e os assaltos se repetem; os marginais estão por toda parte, na rua, no ônibus, na escola. É um salve-se quem puder.

Fique atento para um detalhe: a mídia orientada pelo governo é da opinião de que temos pouca violência. Temos, sim (admite), mas muito pouca; que a situação está sob controle; que o maravilhoso governador do Estado equipou a Polícia, fez isso e aquilo. Mas, esta mesma mídia quando vai dar as notícias, desmoraliza a sua própria opinião: são inúmeros assaltos, assassinatos, agressões físicas, bandos com caixas eletrônicos estourados.

É difícil acreditar, mas é verdade: Serraria, minha terra, e cidade mais pacata do planetas, foi sobressaltada na madrugada desta quarta-feira com uma explosão que destruiu totalmente um prédio e danificou os da vizinhança: sete homens e uma mulher dinamitaram o Banco do Brasil local. Só ficou o pó. A bandidagem levou o que pode. Homens fortemente armados, levaram a grana quase toda. Montaram nas motos, partiram na direção da cidade de Arara.

Tá difícil de acompanhar o noticiário, seja em qualquer tipo de  mídia. É violência demais, na Paraíba. Bandidos que cometem crimes e mais crimes e estão perambulando pelas ruas, fazendo maldadas.

O povo, que paga impostos caros, vive em pânico e o Estado não oferece qualquer resposta. Só balela, muita balela, números mentirosos sobre a violência pra não comprometer a imagem de mau gestor de Sua Excelência o governador Ricardo Coutinho.

É bom que a Paraíba se lembre: durante a sua campanha e, sobretudo, no guia eleitoral de TV, o então candidato a governador, Ricardo Coutinho, reiteradas vezes reclamava da violência da Paraíba (que era infinitamente menor que hoje) e prometia que, em apenas seis meses, tudo estaria resolvido.

Mas isso só acontece porque os homens públicos sabem que, na campanha, o eleitorado cede aos encantos dos candidatos em troca de 100 reais, de uma dentadura, de um óculos ou uma colocação no serviço público…

 

O risco que Cássio corre em transformar Ricardo num líder

Postado: 12-03-2013
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ricardo e cassio

Cassio e Ricardo: até quando?

Por Wellington Farias – Se Cássio Cunha Lima (PSDB) vai romper politicamente, ou não, com o governador Ricardo Coutinho (PSB), tudo é incerto.

A pergunta que melhor vem a acalhar, no atual momento, talvez seja: experiente e esperto como é, irá Cássio ajudar Ricardo a se transformar numa liderança política capaz de mais cedo ou mais tarde suplantá-lo?!

A pergunta não é fora de propósito. Afinal, não fosse Cássio, Ricardo Coutinho jamais teria sido eleito governador da Paraíba. Até então, não era conhecido da Ponte Sanhauá pra la. Mesmo agora, se não for com a ajuda de Cássio, o futuro político de Ricardo é incerto e duvidoso. Em suma: Cássio tem sido o anjo da guarda político de Ricardo Coutinho.

Infiél
O histórico de Ricardo Coutinho não permite que político nenhum confie na sua fidelidade a ninguém. Quando a sua ambiciosa meta de poder está em jogo, ele faz qualquer coisa, negocia com o Diabo. A prova: Ricardo não pestanejou para se desfazer de todos aqueles amigos pessoais de décadas (como Luciano Agra), e companheiros de primeirissima hora, que com ele começaram na labuta política sob a sua liderança. Hoje, Ricardo é um homem só, sem um grupo que lhe dê raizes políticas. Depois que chegou a onde queria (ser governador) Ricardo mandou o tal Coletivo Girassol pras cucuias. Num piscar de olhos tratorou o jardim dos girassóis. A última pétala, a mais fiél de todas, acaba de se espedaçar: a ex-vereadora Sandra Marrocos, que tratada a pão e água depois de derrotada nas eleições, tem sido tratada a pão e água.

Cássio mesmo já adotou um novo tom, com relação a Ricardo. Antes, ele dizia com notório entusiasmo que iria com RC até o final; que iria trabalhar pela reeleição dele. Na semana passada, no Correio Debate, ele foi curto e grosso, em duas ocasiões:

1) Quando comentou, com todas as letras: “Resta saber se Ricardo quer mesmo continuar com esta aliança. (…) Não ouvi da boca dele a manifestação desse desejo”

2) Perguntado se a ação do governador Ricardo Coutinho, junto aos prefeitos, oferecendo apoio aos municipios não seria um ataque às bases eleitorais dos aliados, inclusive a sua (Cassio), o senador foi irônico: “Meu pai (Ronado Cunha Lima) foi candidato com o apoi de apenas seis prefeitos e ganhou a eleição…”

A essa altura do campeonado, Cássio está prevenido para um eventual bote de surpresa, de Ricardo Coutinho; e este, claro, tem o seu plano B, para uma eventualidade de perder o apoio de Cássio.

E Cássio sabe: se Ricardo for reeleito se consolida como uma liderança inconteste e capaz de aulantá-lo no olimpo dos políticos…