O Botafogo, o título e a traição

Postado: 05-11-2013
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Teria começado por ai a traição a Cartaxo?

Teria começado por ai a traição a Cartaxo?

Por Wellington Farias – A festa para comemoração do título de Campeão da Série D do Campeonato Nacional, pelo Botafogo-PB, foi enlameada por um episódio extremamente desagradável: aquela lambança em que chamaram o governador Ricardo Coutinho (PSB) para fazer a entrega da traça e das medalhas ao elenco vitorioso.

Lamentável a politização de uma festa que poderia ser muito bonita. Mas houve essa politização, com a notória conivência da Diretoria do Time e um papelão dos piores interpretado pelo presidente do clube, Nelson Lira, segundo está na boca de torcedores, jornalistas e de quem eventualmente esteve no estádio para presenciar o feito histórico do futebol paraibano.

O primeiro erro foi chamar políticos para entregar a taça. Por que políticos? Pra que autoridades? Não precisava.

Agora, já que iam chamar político e autoridade, que chamassem o governador Ricardo Coutinho, claro, mas também o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PT). Primeiro porque ele é a maior autoridade do município. Segundo porque a Prefeitura de João Pessoa é o que eles chamam de patrocinador master do Botafogo.

E todo mundo que mora na Paraíba sabe muito bem que, não fosse o apoio ostensivo da Prefeitura de João Pessoa, o Botafogo jamais teria chegado à metade dessa caminhada.

E vejam que maravilhosa coincidência: horas antes da partida assistida por cerca de 30 mil pessoas, representantes da Federação Paraibana de Futebol, da Fifa e a Diretoria do Botafogo haviam se reunido (xiiiiiiiii) na Granja Santana, com Sua Excelência o governador Ricardo Vieira Coutinho. Oras após, veio aquela lambança em que Ricardo é chamado ao pódio para entregar a taça, num plano superior aos dos jogadores (para ser bem visto) e estes de costas para o público. Parecia uma coisa tipo: gente, o mais importante aqui é o governador…

O tiro saiu pela culatra: a polêmica já dura dois dias e é evidente como as pessoas rechaçaram a atitude de Nelson Lira e companhia. Aa “sacanagem que fizeram com Luciano Cartaxo” está na boca de todos. Ficou feio demais para quem montou a suposta armação a fim de supostamente beneficiar o governador Ricardo Coutinho.

Como botafoguense, sinto-me profundamente envergonhado de assistir a um espetáculo deprimente protagonizada por Nelson Lira que, a troco não se sabe do que, emporcalhou a nossa festa!

Eca!!!!

PS: Deixamos de dar o crédito ao autor da foto porque não havia o nome do mesmo na internete, de onde a imagem foi copiada.

A destruição do verde de João Pessoa

Postado: 05-11-2013
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Rio Sanhauá

Rio Sanhauá

Por Wellington Farias – Ao visitar as obras do Centro de Convenções de João Pessoa, o que ali constatei me causou duas sensações bem distintas.

A primeira sensação, positiva: embora ainda na metade de sua construção, o Centro de Convenções Ronaldo Cunha Lima (que é a concretização de um sonho dos setores produtivos da Paraíba, há pelo menos 40 anos) é uma das obras mais imponentes e importantes que já se viu neste Estado. O turismo e a economia, sobretudo de João Pessoa, sofrerão um grande impulso quando aquele empreendimento estiver funcionando em sua plenitude. A obra, sendo pública, não é de um dono só: é dos paraibanos. Mas, como na Paraíba existe a cultura de oferecer um pai às obras, esta entrará para a história como “a grande obra do governador Ricardo Coutinho”. Estará na reduzidíssima lista das obras que fizeram a diferença, como o Anel do Brejo, o Hotel Tambaú, o Espaço Cultural, o Paraíba Pálace, grandes açudes e monumentais barragens, que são apenas algumas mais fáceis de lembrar.

A segunda sensação, negativa e muito preocupante: do mirante do Centro de Convenções, com altura calculada como equivalente a um prédio de 17 andares, e de onde se descortina uma paisagem de raríssima beleza da Grande João Pessoa, também se percebe a destruição acelerada do que até um passado recente já foi um cinturão-verde ao redor.

 

O progresso

O verde que circunda João Pessoa está cada vez mais escasso. O progresso avança a passos largos em detrimento do meio ambiente. O próprio Centro de Convenções, de indiscutível importância para a economia e o turismo do Estado, deu uma senhora abocanhada no verde. Antes desta, a mais notória e ambiciosa fatia do verde foi subtraída com a construção da Estação Ciência, esta muito mais bonita do que útil e cujo mérito maior parece ser o fato de ter a assinatura de Oscar Niemeyer.

 

De cima do mirante do Centro de Convenções, nota-se que João Pessoa e suas cidades satélites caminham para uma encruzilhada: ou optamos por ser uma região pujante econômica e turisticamente, ou ainda podemos preservar o pouquinho do verde que ainda nos resta. Conciliar a marcha do progresso com a preservação do meio ambiente é que não dá mais.

 

Só tem um detalhe: provavelmente João Pessoa terá pouco potencial para concorrer com as capitais no tocante à economia e ao turismo. No melhor de todas as hipóteses, estaremos no padrão da mesmice. Mas se preservarmos nossos recursos naturais, nosso meio ambiente, nosso verde, ai sim, faremos a diferença.

 

João Pessoa tem características bem peculiares que fazem a diferença desta linda cidade na comparação com as demais: a sua tranqüilidade, a paz, as suas praias, o seu verde e o fato de termos o privilégio geográfico que é O Ponto Mais Oriental das Américas. Mas tudo isso pode acabar se a tempo não forem tomadas providências; se não optarmos por um rigoroso desenvolvimento sustentável. Se é que será possível, na nossa situação, esse tal de desenvolvimento sustentável. Afinal, nos resta muito pouco…

 

Os ecologistas

O mais curioso nisso tudo é como de repente (não mais que de repente) os nossos ecologistas abandonaram o plantão, faz tempo. Por onda andam aquelas figuras conhecidíssimas que armavam o maior barraco quando alguém ousava derrubar um pé de coentro?

 

Ao que parece, estão todos muito bem aboletados nos cargos públicos, compensados em seus silêncios. Ninguém faz nada ninguém move uma só palha contra a ação devastadora que se devora o nosso meio ambiente. Estão todos caladinhos, com a língua na viola.

 

Na verdade estes ecologistas fizeram muito barulho em nome do marketing pessoal e com finalidades posteriores de galgar cargos públicos. Para eles, hoje bem contemplados em suas aspirações muito bem disfarçadas, a revolução já aconteceu; o planeta já está salvo e, portanto, pouco importa se a mata Atlântida some do mapa…

Pra resumir, não passam de uns espertalhões, que cinicamente usaram uma causa tão nobre para construir uma imagem falsa de defensores da natureza em benefício próprio.

 

E agora?

O que se pergunta é: poderá, agora, o secretário Ricardo Barbosa ser candidato nas eleições do próximo ano? Afinal, o TSE rejeitou o agravo de instrumento interposto pelo secretário do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no Estado. Assim, manteve a decisão do TRE-PB que reprovou as suas contas de campanha. Ricardo Barbosa disputou em 2010 a eleição para deputado estadual. A decisão cabe recurso no Supremo Tribunal Federal.

 

O Portal Correio já antecipou: “Com a condenação ele (Ricardo Barbosa) fica inelegível por oitos anos. De acordo com a Lei da Ficha Limpa, após a decisão de um órgão colegiado, mesmo sem o processo ter transitado em julgado, o político fica inelegível. Barbosa pretende concorrer novamente a uma vaga na Assembleia Legislativa nas eleições de 2014, mas com a decisão deve ficar impedido de obter o registro de candidatura.

 

Barbosa teve as contas de campanha rejeitadas pelo TRE-PB porque ficou constatado irregularidade insanável devido a realização de gastos de campanha antes da abertura de conta bancária específica e recebimento de doações sem a correspondente emissão de recibos eleitorais.”

 

No sapato

O vice-governador da Paraíba, Rômulo Gouveia (PSD), ao que tudo indica, não quer ser pouquinha coisa em 2014. Está percorrendo os quatro cantos do Estado, visitando cidade por cidade. Ontem a assessoria do vice disse à coluna que Rômulo visita pelo menos dez cidades por semana. Às vezes mais.

OBS: Deixamos de creditar a foto porque não havia o nome do autor na internet, de onde a imagem foi copiada

 

O recuo de Maranhão

Postado: 05-11-2013
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José Maranhão

José Maranhão

Por Wellington Farias - O ex-governador José Targino Maranhão (PMDB) foi sensato, acima de tudo, ao decidir não disputar mais (pelo menos na eleição que se aproxima) cargo majoritário. Não foi um ato de grandeza nem de renúncia em nome de uma causa nobre, muito embora atos de grandeza não sejam novidades na história de Maranhão. Ao anunciar que se candidataria apenas a deputado federal, o ex-quase-tudo na Paraíba apenas deu demonstração Cabral de que tem consciência plena do tamanho do seu cacife neste momento.

Maranhão está certíssimo. Esta não é a vez dele para cargo majoritário, como já não fora na eleição de 2010, em que perdeu para Ricardo Coutinho por notória teimosia, porque dizia-se naquela época que se o candidato fosse Veneziano Vital este teria sido eleito com tranqüilidade; e em 2012, quando foi derrotado para prefeito de João Pessoa.

Foram dois equívocos sucessivos. Mas nada disso diminui José Targino Maranhão, como liderança política inconteste na Paraíba. Ele tem uma larga folha de serviços prestados ao Estado, à vida política paraibana. Carrega a reconhecida marca de Zé Trabalhador, e de ter realizado duas gestões de resultados no Governo da Paraíba.

No mais, quem sai perdendo mesmo com esta decisão de José Maranhão, é o próprio sobrinho dele, Benjamin Maranhão, que é deputado federal, candidato à reeleição. Desta vez, Beija está em dificuldades. Afinal, toda a sua trajetória política foi construída e dada de mão beijada pelo tio Maranhão. Beija rompeu com o tio porque não aceita dividir com ele o espaço para disputar a reeleição. Agora vamos ver o tamanho real de Beija.

O de Zé a Paraíba toda já sabe.

 

 

Quem mandou?

A Paraíba quer saber (e justiça precisa ser feitas) quem foram os mandantes do assassinato do radialista Rômulo Laurentino, que foi morto com dois tiros na cabeça, em Aroeiras, na noite de quinta-feira.

Laurentino combatia a ação de políticos da região. Não quer dizer, claro, que são eles os mandantes. Mas não custa nada investigar, não é mesmo?…

 

Descanso eterno

A Câmara Municipal de João Pessoa está em ritmo acelerado para zerar a pauta de análise e votação de matérias. O objetivo é um só: encerrar tudo até o final de novembro para descansar: querem que, antes do recesso regimental não tenham mais nada pra fazer.

Ora, eles já não comparecem à Câmara quando tem o que fazer, imagina não tendo…

 

Reação

Veneziano Vital do Rego (PMDB), ex-prefeito de Campina Grande, naturalmente não gostou da proposta do vereador Fernando Milanez, de incluir o PMDB no Blocão como “apenas mais um”. Vené é candidatíssimo ao Governo em 2014 e nada disso lhe interessa.

 

Ai tem…

O que mais parece é que o vereador está mais preocupado em defender seus próprios interesses domésticos. Afinal, o filho de Milanez é coordenador do Patrimônio Histórico da Prefeitura de João Pessoa…

A propósito, o menino (Milanez Neto) é petista desde criancinha…

 

Lei do cão

Estamos entregues à lei do cão. Os crimes se sucedem, os assaltos estão em todos os quadrantes e invadem ônibus e residências, sobretudo na Capital. O pessoense, em particular, vive uma situação de pânico total. Ninguém caminha sossegado; quem anda de ônibus o faz sob a desconfortável expectativa de ter uma arma na cabeça a qualquer momento. Como se não bastasse, o Estado ainda zomba da cara de todo mundo com aquela falácia de que tudo está sob controle e que o pânico não passa de uma sensação psicológica de violência. Uma falta de respeito, no mínimo.

 

Errou

O secretário de Saúde do Estado, Valdson de Sousa, errou e muito ao tentar impedir que a Comissão da Saúde da Assembléia Legislativa fizesse inspeções sobre o Hospital de Trauma de João Pessoa.

 

O secretário tem que respeitar as prerrogativas do Parlamento. Os deputados representam o povo e tem todo o direito de se inteirar a situação do hospital. A propósito, a julgar pelas fotos publicadas ontem nas mídias sociais pelos parlamentares, a situação não é nada boa no Trauma.

 

Detalhe: esta situação não é de hoje. Muito pelo contrário, acumulou-se ao longo de gestões. Nada disso, porém, justifica que o hospital esteja como está.