O PMDB paga o preço da sacanagem que fez com Veneziano Vital

Postado: 01-07-2014
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venezianoPor Wellington Farias
O PMDB está pagando muito caro a pelo que fez com o ex-prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital do Rego. Foi uma tremenda traição, movida sobretudo por interesses de alguns poucos, que fazem desta outrora respeitosa sigla, um instrumento para suas barganhas.

Neste processo de definições de candidaturas, o partido age como a mais reles das prostitutas: ora está com um, ora está com outro; e não fica nem consigo mesmo. É o reino-do-vai-e-vem. Do ponto de vista da pedagogia política é uma imoralidade. Um péssimo exemplo que deixa pras novas gerações: um partido movido por interesses pessoais e menores; que não tem projeto para o próprio partido, muito menos para a Paraíba.

No decorrer de apenas uma semana, o PMDB deu a rasteira em Veneziano, deixando-o sozinho no altar; passou uma noite com o governador Ricardo Coutinho (PSB); cinco horas depois já havia paquerado com Cássio Cunha Lima (PSDB), depois de abandonar o novo amante; e, às primeiras horas de sábado, casou-se novamente, desta vez com o senador Vital do Rego. De ontem à noite à madrugada de hoje, já havia desistido de Vital, mesmo que por algumas horas, apenas: uma banda foi se amassar com Ricardo Coutinho e a outra, ao mesmo tempo, engalfinhou-se nos lençóis de Cássio Cunha Lima.

É uma trajetória deplorável para um partido que já foi tão respeitado pela Paraíba.

Veneziano era, sim, um projeto absolutamente viável. Foi o único dos então pre-candidatos que levou a Paraíba a sério: saiu percorrendo o Estado em busca de informações capazes de lhe oferecer um retrato fiel da nossa realidade para que, a partir de então, elaborar um plano visando o desenvolvimento da Paraíba. E o PMDB estimulou e, com muita falsidade, fingiu apoiar. No fundo, o que prevaleceria mesmo eram interesses outros que nem de longe dizem respeito à Paraíba nem aos paraibanos.

A esta altura dos acontecimentos, de uma coisa ninguém tem dúvida: o único perdedor (e de forma vergonhosa) é o PMDB.

Coitado do senador Humberto Lucena, que tanto trabalho teve para construir este partido: deve estar se revirando no túmulo com a traição à sua memória.

 

 

O legado de uma matriarca: Elza Menezes

Postado: 22-03-2014
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Por Wellington Farias

Elza, um exemplo de dignidade e fé

Perdão, leitores, mas agora vou tratar de um assunto de caráter doméstico. A gratidão e a responsabilidade de passar adiante um exemplo de vida me fazem imperiosa esta abordagem.

Pois bem:

Neste sábado faz um ano que a matriarca da (nossa) Família Menezes, Dona Elza, nos deixou e partiu para o encontro eterno com Deus.

Partiu, é verdade, mas deixou um legado de honradez; e um conceito irretocável do que vem a ser uma verdadeira família vitoriosa, unida e muito feliz.

Elza Menezes foi muito mais do que uma boa esposa, mãe, irmã, tia, avó, sogra etc e tal. Foi, sobretudo, um exemplo de pessoa: uma mulher talhada para os desafios, e habilidosa para suplantar dificuldades.

Elza foi, ao mesmo tempo: arquiteta, engenheira e mestre de obras de grandes projetos de família, de humanidade e, sobretudo, de fé.

Com ela aprendemos que a união é pedra de toque para o sucesso da família; que a solidariedade é o mais fraterno dos gestos e um atendimento às ordens divinas; e que a fé (perdão pela mesmice) remove montanhas. Afinal, a sua trajetória se deu por uma estrada longa e cansativa, mas que ela muito bem a pavimentou removendo montanhas de dificuldades suplantadas pela fé e pela perseverança…

Dona Elza foi uma lição de como é perfeitamente possível vencer na vida sem, necessariamente, arredar o pé do senso de justiça; sem ter que atropelar sonhos e sentimentos alheios para alcançar o êxito…

Ao lado do seu esposo, José Gonçalves (não menos importante para nós), dona Elza Menezes idealizou, editou, promulgou e fez cumprir códigos de ética e de convivência humana capazes de tornar grande qualquer família, sobretudo as de origem modesta como a nossa.

Dona Elza também nos ensinou que os Menezes não são uma família de EX. De modo que, aceitas as boas regras de conduta, nela se entra, mas não sai. Pode-se até ficar distante, mas continua nosso pelos laços da amizade, da fraternidade e de respeito mútuo.

Dona Elza nos ensinou, portanto, que na Família Menezes não há ex-marido, ex-filho, ex-neto, ex-sobrinho. Muito pelo contrário, aprendemos com ela que esta é uma família sempre pronta a acolher a tantos quantos se disponham a ser felizes conosco…

No mais, como bem diria Dona Elza: Deus te abençoe, te faça feliz e os Santos Anjos te acompanhem.

O Botafogo, o título e a traição

Postado: 05-11-2013
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Teria começado por ai a traição a Cartaxo?

Teria começado por ai a traição a Cartaxo?

Por Wellington Farias – A festa para comemoração do título de Campeão da Série D do Campeonato Nacional, pelo Botafogo-PB, foi enlameada por um episódio extremamente desagradável: aquela lambança em que chamaram o governador Ricardo Coutinho (PSB) para fazer a entrega da traça e das medalhas ao elenco vitorioso.

Lamentável a politização de uma festa que poderia ser muito bonita. Mas houve essa politização, com a notória conivência da Diretoria do Time e um papelão dos piores interpretado pelo presidente do clube, Nelson Lira, segundo está na boca de torcedores, jornalistas e de quem eventualmente esteve no estádio para presenciar o feito histórico do futebol paraibano.

O primeiro erro foi chamar políticos para entregar a taça. Por que políticos? Pra que autoridades? Não precisava.

Agora, já que iam chamar político e autoridade, que chamassem o governador Ricardo Coutinho, claro, mas também o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PT). Primeiro porque ele é a maior autoridade do município. Segundo porque a Prefeitura de João Pessoa é o que eles chamam de patrocinador master do Botafogo.

E todo mundo que mora na Paraíba sabe muito bem que, não fosse o apoio ostensivo da Prefeitura de João Pessoa, o Botafogo jamais teria chegado à metade dessa caminhada.

E vejam que maravilhosa coincidência: horas antes da partida assistida por cerca de 30 mil pessoas, representantes da Federação Paraibana de Futebol, da Fifa e a Diretoria do Botafogo haviam se reunido (xiiiiiiiii) na Granja Santana, com Sua Excelência o governador Ricardo Vieira Coutinho. Oras após, veio aquela lambança em que Ricardo é chamado ao pódio para entregar a taça, num plano superior aos dos jogadores (para ser bem visto) e estes de costas para o público. Parecia uma coisa tipo: gente, o mais importante aqui é o governador…

O tiro saiu pela culatra: a polêmica já dura dois dias e é evidente como as pessoas rechaçaram a atitude de Nelson Lira e companhia. Aa “sacanagem que fizeram com Luciano Cartaxo” está na boca de todos. Ficou feio demais para quem montou a suposta armação a fim de supostamente beneficiar o governador Ricardo Coutinho.

Como botafoguense, sinto-me profundamente envergonhado de assistir a um espetáculo deprimente protagonizada por Nelson Lira que, a troco não se sabe do que, emporcalhou a nossa festa!

Eca!!!!

PS: Deixamos de dar o crédito ao autor da foto porque não havia o nome do mesmo na internete, de onde a imagem foi copiada.

A destruição do verde de João Pessoa

Postado: 05-11-2013
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Rio Sanhauá

Rio Sanhauá

Por Wellington Farias – Ao visitar as obras do Centro de Convenções de João Pessoa, o que ali constatei me causou duas sensações bem distintas.

A primeira sensação, positiva: embora ainda na metade de sua construção, o Centro de Convenções Ronaldo Cunha Lima (que é a concretização de um sonho dos setores produtivos da Paraíba, há pelo menos 40 anos) é uma das obras mais imponentes e importantes que já se viu neste Estado. O turismo e a economia, sobretudo de João Pessoa, sofrerão um grande impulso quando aquele empreendimento estiver funcionando em sua plenitude. A obra, sendo pública, não é de um dono só: é dos paraibanos. Mas, como na Paraíba existe a cultura de oferecer um pai às obras, esta entrará para a história como “a grande obra do governador Ricardo Coutinho”. Estará na reduzidíssima lista das obras que fizeram a diferença, como o Anel do Brejo, o Hotel Tambaú, o Espaço Cultural, o Paraíba Pálace, grandes açudes e monumentais barragens, que são apenas algumas mais fáceis de lembrar.

A segunda sensação, negativa e muito preocupante: do mirante do Centro de Convenções, com altura calculada como equivalente a um prédio de 17 andares, e de onde se descortina uma paisagem de raríssima beleza da Grande João Pessoa, também se percebe a destruição acelerada do que até um passado recente já foi um cinturão-verde ao redor.

 

O progresso

O verde que circunda João Pessoa está cada vez mais escasso. O progresso avança a passos largos em detrimento do meio ambiente. O próprio Centro de Convenções, de indiscutível importância para a economia e o turismo do Estado, deu uma senhora abocanhada no verde. Antes desta, a mais notória e ambiciosa fatia do verde foi subtraída com a construção da Estação Ciência, esta muito mais bonita do que útil e cujo mérito maior parece ser o fato de ter a assinatura de Oscar Niemeyer.

 

De cima do mirante do Centro de Convenções, nota-se que João Pessoa e suas cidades satélites caminham para uma encruzilhada: ou optamos por ser uma região pujante econômica e turisticamente, ou ainda podemos preservar o pouquinho do verde que ainda nos resta. Conciliar a marcha do progresso com a preservação do meio ambiente é que não dá mais.

 

Só tem um detalhe: provavelmente João Pessoa terá pouco potencial para concorrer com as capitais no tocante à economia e ao turismo. No melhor de todas as hipóteses, estaremos no padrão da mesmice. Mas se preservarmos nossos recursos naturais, nosso meio ambiente, nosso verde, ai sim, faremos a diferença.

 

João Pessoa tem características bem peculiares que fazem a diferença desta linda cidade na comparação com as demais: a sua tranqüilidade, a paz, as suas praias, o seu verde e o fato de termos o privilégio geográfico que é O Ponto Mais Oriental das Américas. Mas tudo isso pode acabar se a tempo não forem tomadas providências; se não optarmos por um rigoroso desenvolvimento sustentável. Se é que será possível, na nossa situação, esse tal de desenvolvimento sustentável. Afinal, nos resta muito pouco…

 

Os ecologistas

O mais curioso nisso tudo é como de repente (não mais que de repente) os nossos ecologistas abandonaram o plantão, faz tempo. Por onda andam aquelas figuras conhecidíssimas que armavam o maior barraco quando alguém ousava derrubar um pé de coentro?

 

Ao que parece, estão todos muito bem aboletados nos cargos públicos, compensados em seus silêncios. Ninguém faz nada ninguém move uma só palha contra a ação devastadora que se devora o nosso meio ambiente. Estão todos caladinhos, com a língua na viola.

 

Na verdade estes ecologistas fizeram muito barulho em nome do marketing pessoal e com finalidades posteriores de galgar cargos públicos. Para eles, hoje bem contemplados em suas aspirações muito bem disfarçadas, a revolução já aconteceu; o planeta já está salvo e, portanto, pouco importa se a mata Atlântida some do mapa…

Pra resumir, não passam de uns espertalhões, que cinicamente usaram uma causa tão nobre para construir uma imagem falsa de defensores da natureza em benefício próprio.

 

E agora?

O que se pergunta é: poderá, agora, o secretário Ricardo Barbosa ser candidato nas eleições do próximo ano? Afinal, o TSE rejeitou o agravo de instrumento interposto pelo secretário do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no Estado. Assim, manteve a decisão do TRE-PB que reprovou as suas contas de campanha. Ricardo Barbosa disputou em 2010 a eleição para deputado estadual. A decisão cabe recurso no Supremo Tribunal Federal.

 

O Portal Correio já antecipou: “Com a condenação ele (Ricardo Barbosa) fica inelegível por oitos anos. De acordo com a Lei da Ficha Limpa, após a decisão de um órgão colegiado, mesmo sem o processo ter transitado em julgado, o político fica inelegível. Barbosa pretende concorrer novamente a uma vaga na Assembleia Legislativa nas eleições de 2014, mas com a decisão deve ficar impedido de obter o registro de candidatura.

 

Barbosa teve as contas de campanha rejeitadas pelo TRE-PB porque ficou constatado irregularidade insanável devido a realização de gastos de campanha antes da abertura de conta bancária específica e recebimento de doações sem a correspondente emissão de recibos eleitorais.”

 

No sapato

O vice-governador da Paraíba, Rômulo Gouveia (PSD), ao que tudo indica, não quer ser pouquinha coisa em 2014. Está percorrendo os quatro cantos do Estado, visitando cidade por cidade. Ontem a assessoria do vice disse à coluna que Rômulo visita pelo menos dez cidades por semana. Às vezes mais.

OBS: Deixamos de creditar a foto porque não havia o nome do autor na internet, de onde a imagem foi copiada

 

O recuo de Maranhão

Postado: 05-11-2013
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José Maranhão

José Maranhão

Por Wellington Farias - O ex-governador José Targino Maranhão (PMDB) foi sensato, acima de tudo, ao decidir não disputar mais (pelo menos na eleição que se aproxima) cargo majoritário. Não foi um ato de grandeza nem de renúncia em nome de uma causa nobre, muito embora atos de grandeza não sejam novidades na história de Maranhão. Ao anunciar que se candidataria apenas a deputado federal, o ex-quase-tudo na Paraíba apenas deu demonstração Cabral de que tem consciência plena do tamanho do seu cacife neste momento.

Maranhão está certíssimo. Esta não é a vez dele para cargo majoritário, como já não fora na eleição de 2010, em que perdeu para Ricardo Coutinho por notória teimosia, porque dizia-se naquela época que se o candidato fosse Veneziano Vital este teria sido eleito com tranqüilidade; e em 2012, quando foi derrotado para prefeito de João Pessoa.

Foram dois equívocos sucessivos. Mas nada disso diminui José Targino Maranhão, como liderança política inconteste na Paraíba. Ele tem uma larga folha de serviços prestados ao Estado, à vida política paraibana. Carrega a reconhecida marca de Zé Trabalhador, e de ter realizado duas gestões de resultados no Governo da Paraíba.

No mais, quem sai perdendo mesmo com esta decisão de José Maranhão, é o próprio sobrinho dele, Benjamin Maranhão, que é deputado federal, candidato à reeleição. Desta vez, Beija está em dificuldades. Afinal, toda a sua trajetória política foi construída e dada de mão beijada pelo tio Maranhão. Beija rompeu com o tio porque não aceita dividir com ele o espaço para disputar a reeleição. Agora vamos ver o tamanho real de Beija.

O de Zé a Paraíba toda já sabe.

 

 

Quem mandou?

A Paraíba quer saber (e justiça precisa ser feitas) quem foram os mandantes do assassinato do radialista Rômulo Laurentino, que foi morto com dois tiros na cabeça, em Aroeiras, na noite de quinta-feira.

Laurentino combatia a ação de políticos da região. Não quer dizer, claro, que são eles os mandantes. Mas não custa nada investigar, não é mesmo?…

 

Descanso eterno

A Câmara Municipal de João Pessoa está em ritmo acelerado para zerar a pauta de análise e votação de matérias. O objetivo é um só: encerrar tudo até o final de novembro para descansar: querem que, antes do recesso regimental não tenham mais nada pra fazer.

Ora, eles já não comparecem à Câmara quando tem o que fazer, imagina não tendo…

 

Reação

Veneziano Vital do Rego (PMDB), ex-prefeito de Campina Grande, naturalmente não gostou da proposta do vereador Fernando Milanez, de incluir o PMDB no Blocão como “apenas mais um”. Vené é candidatíssimo ao Governo em 2014 e nada disso lhe interessa.

 

Ai tem…

O que mais parece é que o vereador está mais preocupado em defender seus próprios interesses domésticos. Afinal, o filho de Milanez é coordenador do Patrimônio Histórico da Prefeitura de João Pessoa…

A propósito, o menino (Milanez Neto) é petista desde criancinha…

 

Lei do cão

Estamos entregues à lei do cão. Os crimes se sucedem, os assaltos estão em todos os quadrantes e invadem ônibus e residências, sobretudo na Capital. O pessoense, em particular, vive uma situação de pânico total. Ninguém caminha sossegado; quem anda de ônibus o faz sob a desconfortável expectativa de ter uma arma na cabeça a qualquer momento. Como se não bastasse, o Estado ainda zomba da cara de todo mundo com aquela falácia de que tudo está sob controle e que o pânico não passa de uma sensação psicológica de violência. Uma falta de respeito, no mínimo.

 

Errou

O secretário de Saúde do Estado, Valdson de Sousa, errou e muito ao tentar impedir que a Comissão da Saúde da Assembléia Legislativa fizesse inspeções sobre o Hospital de Trauma de João Pessoa.

 

O secretário tem que respeitar as prerrogativas do Parlamento. Os deputados representam o povo e tem todo o direito de se inteirar a situação do hospital. A propósito, a julgar pelas fotos publicadas ontem nas mídias sociais pelos parlamentares, a situação não é nada boa no Trauma.

 

Detalhe: esta situação não é de hoje. Muito pelo contrário, acumulou-se ao longo de gestões. Nada disso, porém, justifica que o hospital esteja como está.

Luciano Agra diz que vai disputar o Senado, mas…

Postado: 16-10-2013
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Agra, a chancela oposicionista que Cássio precisa

Agra e Cássio Cunha Lima

Por Wellington Farias – O ex-prefeito de João Pessoa, Luciano Agra, revelou ontem durante entrevista ao programa Correio Debate (rádio 98.3 FM), em primeira mão, que vai disputar a única vaga disponível para o Senado, nas próximas eleições. Agra tem cacife para disputar qualquer cargo.

Luciano Agra incorpora, atualmente, o espírito do verdadeiro sentimento que se opõe ao governador Ricardo Coutinho. Agra já deu demonstração de que, no cenário político, não é uma mosca morta. Muito pelo contrário, é capaz de grandes realizações e de estragos, também. Veja-se a eleição recente para a sua própria sucessão, que ele foi peça decisiva (e põe decisiva nisso!) para que o atual prefeito, Luciano Cartaxo (PT) fosse eleito no ano passado.

Agra afirma que disputará o Senado. Nos bastidores da política, no entanto, o que se dá como muitíssimo provável é que ele é o nome preferido dos aliados de Cássio Cunha Lima (e deste, principalmente) para ser o candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo tucano, caso este rompa com politicamente com o esquema de Ricardo Coutinho.

A propósito, não são apenas os tucanos nem Cássio Cunha Lima que cortejam Agra. O candidato do PMDB, Veneziano Vital, já manteve conversações com o ex-prefeito de João Pessoa e não esconde o desejo de te-lo como companheiro de disputa no próximo ano.

Para uma eventual chapa encabeçada por Cássio, a presença de Agra na vice tornar-se-ia imprescindível, por um motivo só: aliado de Ricardo, até agora, se porventura Cássio Romper para disputar o governo, vai aparecer como um candidato dom esquema oficial. Para que a chapa cassista tenha um perfil verdadeiro de oposição necessariamente terá de ter o carimbo de um antiricardista de carteirinha, mas com atestado cacife para uma disputa desse tamanho: neste caso, Agra cai como uma luva.

Será Ricardo a Cozete de amanha?!

Postado: 24-09-2013
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Cassio e  Luciano Agra

Cássio  e o adversário de RC: Luciano Agra

Por Wellington Farias – O senador Cássio Cunha Lima deu uma guinada de 360 graus no seu discurso com relação ao Governo e ao governador Ricardo Coutinho. Mais precisamente, sobre a aliança que o seu partido (PSDB) selou com o partido do governador (PSB). Cássio pode até não romper, politicamente, com RC, mas estimula expectativas neste sentido.

Até a entrevista anterior à de segunda-feira última, Cássio insistia em que a aliança com Ricardo era importante, que o governo ia bem, que o compromisso tinha prazo de validade até 2018. Ou será que ninguém se lembra disso?!

Pois bem: de segunda-feira pra cá, não tem sido mais assim. Agora, Cássio disse – entre outras coisas que irrita o governador Ricardo – que a aliança foi selada em cima de uma carta de compromissos e que (pasmem!) agora não é mais hora de compromissos, mas de avaliar gestões do governo…

Cunha Lima chegou a dar declarações de sentido ténue, que deixaram transparecer um desafio a Sua Excelência e pouco tolerante com a crítica Ricardo Vieira Coutinho. Cássio fora questionado sobre as declarações do ainda parceiro político, segundo as quais estaria disposto a enfrentá-lo nas urnas, se for o caso. Cássio sapecou num tom de soberba de quem, já a essa altura, se acha imbatível em qualquer cenário: “E você queria que ele dissesse o que? Que está morrendo de medo de concorrer comigo?… Até agora tem gente interpretando que Cassio teria deixado nas entrelinhas a impressão de que tem plena convicção de que Ricardo morre de medo de disputar com ele a reeleição em 2014.

Cássio também disse que, entre os compromissos selados e não cumpridos, estão obras que foram projetadas quando ele (Cássio) era governador do Estado. Cunha Lima ironizou: “Estas obras não saíram nem do papel”.

Ainda é cedo, mas pelo andar da carruagem tende a se confirmar o que a história comprova: quem alguma vez fez oposição a Cunha Lima e depois se alia a ele se enterra politicamente. Foi assim com Enivaldo Ribeiro, com Felix Araújo, com Cozete Barbosa.

Sera com Ricardo Coutinho, também?

PS: Nos bastidores do ninho tucano já se fala até num nome ideal para ser o vice de Cássio Cunha Lima: Luciano Agra, ex-prefeito de João Pessoa, que desmoralizou politicamente Ricardo Coutinho e sua candidata à Prefeitura de João Pessoa, Estelizabel Bezerra, promovendo a vitória esmagadora de Luciano Cartaxo (PT) para prefeito da Capital, no ano passado.

 

Ricardo e a balela da Lei de Responsabilidade Fiscal

Postado: 20-08-2013
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Matéria do Estadão

Matéria do Estadão

Por Wellington Farias – Esta é pra deixar o paraibano de queixo caído e babando. Mas acredite, é a pura verdade: segundo o jornal O Estado de São Paulo, a gestão do governador Ricardo Coutinho (PSB) já ultrapassou o limite da Lei de Responsabilidade fiscal.

Onde está o motivo de tanto espanto? Ora, é simples:
O governador Ricardo Coutinho tem atribuído tudo aquilo que deixou de fazer justamente ao seu compromisso inarredável com o cumprimento à propalada Lei de Responsabilidade Fiscal.

Mais que isso: direitos dos funcionários foram retardados (em alguns casos negados) em nome da Lei de Responsabilidade Fiscal. Demandas deixaram de ser atendidas em nome da Lei de Responsabilidade Fiscal. Em suma: esta lei tem sido o grande álibi do governador da Paraíba para justificar o que não está dando certo no seu governo; o não atendimento aos pleitos diversos etc e tal.
Eis que, agora, vem o segundo mais antigo jornal do Brasil, o sisudo Estadão, mostrar que este compromisso de Ricardo Coutinho com a LRF não é lá essas coisas, não… Não é como ele diz, não…

Ao longo destes três primeiros anos, Ricardo Coutinho construiu o seu discurso de “austeridade” em cima da famosa Lei de Responsabilidade Fiscal. RC afiou o discurso propalando a austeridade de sua gestão; as economias para o erário.

Em todos os seus discursos nessa linha, Coutinho fez questão de dizer que seus antecessores (mencionando José Maranhão, quase sempre) foram extremamente irresponsáveis ao ultrapassarem a lei de responsabilidade fiscal. Tentou convencer os paraibanos de que, agora, a coisa era diferente: o Estado estaria saneado, tudo dentro dos conformes.

Segundo o Estado de São Paulo, porém, tudo balela: depois desse carnaval de austeridade, o Governo da Paraíba (segundo levantamento feito pelo jornal) está entre os Estados brasileiros que já ultrapassaram a Lei de Responsabilidade fiscal.

Agora, a pergunta que não quer calar é a seguinte: governador, se Vossa Excelência foi tão austero, equilibrou as finanças do Estado; arrumou a casa como ninguém jamais o fez, como pode o Estado da Paraíba haver ultrapassado a Lei de Responsabilidade Fiscal? Se foram dispensados mais de 30 mil prestadores de serviço, reduzindo consideravelmente os gastos com folha de pessoal, como isso pôde acontecer?

A Paraíba quer saber!…

 

 

 

Imagem de Ricardo já está atolada no Jampa Digital

Postado: 30-07-2013
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Jampa Digital. Tudo indica que tem mutreta ai

Jampa Digital. Tudo indica que tem mutreta ai

Por Wellington Farias – Os desdobramentos do Escândalo do Jampa Digital, de âmbito nacional, só pioram a situação do governador da Paraíba, Ricardo Coutinho. Novos documentos, de alto teor corrosivo, foram acrescentados ao processo. Tudo com nomes, datas, endereços etc etc  etc. Ta cada vez mais ficando difícil provar a inocência dos acusados. Mas, atenção: ainda é cedo e ninguém foi julgado.

Mas o que piorou mesmo a situação do governador Ricardo Coutinho foi, além da estratégia errada de blindagem de RC, os argumentos falhos. Vejam:

O procurador geral do Estado, Gilberto Carneiro, em entrevista que nos concedeu no Correio Debate, afirmou com todas as letras que, para cumprir o derradeiro prazo estabelecido para concluir a peça, a Polícia Federal encerrou este trabalho de afogadilho, de forma irresponsável. Uma declaração de alto teor de irresponsabilidade, esta do procurador Carneiro.

Contradição
Na mesma entrevista, Gilberto Carneiro disse, no início do programa, que o nome do governador era citado uma única vez no processo. La pro final da entrevista, disse que não tinha visto o processo. Ora, se ele não viu nem leu o processo, como pode garantir que o nome do governador foi citado apenas uma vez?…

E mais: a tão propagada alegação de que o governador Ricardo Coutinho não foi inciado, tem efeito contrário como elemento de defesa. Por que? Porque todo mundo sabe que ele nem nenhum outro gestor poderia ser citado (neste estágio das investigações) na medida em que a lei (imoral, por sinal) lhe garante foro privilegiado. Ricardo, portanto, se tiver que ser indicado ou julgado, será no âmbito do Supremo Tribunal Federal. Ele não poderia ter seu nome citado, agora, jamais. Mas não significa, nem de longe, que seja inocente nesta história…

Desgastado
A imagem de austero, do governador Ricardo Coutinho, que já vinha sofrendo avarias sérias desde quando era prefeito de João Pessoa, sofre um grande golpe agora. Ricardo se prepare para o calvário que vai enfrentar. Ainda mais depois que ele e sua turma, em vez de apoiar as investigações, para provar sua suposta inocência, preferiram atacar o trabalho da Polícia Federal, uma das instituições brasileiras de maior credibilidade.

A Polícia Federal, é bom que se diga, é composta de gente, seres humanos, com corpo, alma e sentimento. E, é claro, deve se empenhar ainda mais, a partir de agora, para mostrar que não estava errada…

Deus queira!!!!

 

Jampa Digital: na defesa de Ricardo, a emenda saiu pior que o soneto

Postado: 24-07-2013
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Reação de Ricardo desqualifica trabalho da PF

Reação de Ricardo desqualifica trabalho da PF

Por Wellington Farias - Eu sendo o governador Ricardo Coutinho não titubearia: demitiria, sumariamente, todos aqueles que lhe aconselharam tomar as atitudes que tomou para rebater as acusações envolvendo-o no escândalo do Jampa Digital, que tomou proporção nacional.

A estratégia de defesa surtiu efeito contrário. O chamado tiro pela culatra. Hoje, a imagem do Ricardo austero, sério – que já vinha sofrendo arranhões – desmoronou.

Ninguém acreditou em nada do que foi dito, até agora, em defesa do governador. Por que? Por causa da estratégia equivocada. Vejamos:

1) Se Ricardo não está mesmo indiciado e não tem nada a ver com o Escândalo Jampa Digital (o inquérito da Polícia Federal cita o nome dele), por quais cargas d’água se fez toda aquela defesa?

2) Alegou-se que a Globo (o escândalo foi detonado no Jornal Nacional) estaria agindo por influência dos adversários do governador. Alguém com o menor noção das coisas seria capaz de acreditar que o Jornal Nacional desce ao muro baixo (ou está preocupado) com a politicalha da Paraíba? Tenha dó!

3) Outra péssima ideia foi o governador, na pressa de limpar a sua barra, direta ou indiretamente tentar desqualificar o inquérito feito pela Polícia Federal. Gente, a PF é, hoje, uma das instituições de maior credibilidade no Brasil, ao lado do Ministério Público.

4) A orquestração em que se configurou a defesa do governador Ricardo Coutinho, por si só, tem um efeito contrário: ora, se orquestram pra convencer o povo é sinal de que ai tem coisa…

5) Os argumentos, as reações e os esperneios, são 0s mesmos aos de todos aqueles envolvidos em maracutaias. Quem acompanhou os desdobramentos dos fatos teve a sensação de que estava revendo o famoso Mensalão: todo mundo é inocente, todo mundo manda abrir conta bancária, ninguém sabe, ninguém viu; foi equivoco da polícia etc etc etc. No final, todos condenados pelo Supremo…

6) Aquela de Ricardo Coutinho no programa de Rádio Tabajara, com um jornalista levantando a bola o tempo todo para ele chutar… Gente, é muita falta de competência de quem tenta convencer o povo com aquele circo! Aquilo causa um tremendo efeito contrário. Além, claro, de uma gargalhada estadual.

7) Essa de governador encurralado pelos fatos tentar se safar das acusações processando jornalistas para imtimidá-los e acusando imprensa, é um filme bastante conhecido na Paraíba. Não cola…

8) O que Ricardo deve fazer é o seguinte: apostar em que o inquérito da Polícia Federal é coisa séria e deve ir até o fim; e dizer que ao final de tudo apurado, irá provar que é totalmente inocente. Se em vez disso tentar desqualificar a peça, só deixa claro que está envolvido até o gogó.

9) Em tempo: a Polícia Federal que hoje o governador desqualifica (direta ou indiretamente) é a mesma em que ele acreditava quando foi para prender Cicero Lucena…