Banda de rock de Serraria-PB agrada na periferia de São Paulo

Postado: 14-02-2013
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demockPor Wellington Farias - Criada há sete anos na pequenina cidade de Serraria, no Brejo da Paraíba, uma banda de Rock alternativo – cujo repertório vai das baladas ao punk rock, com ingredientes de levadas de capoeira e xaxado – aventura-se na tentativa de conquistar o seu espaço no mundo artístico de São Paulo. O grupo se chama Demock P.R.S

A banda tem como um dos seus traços mais destacados a irreverência. Os seus componentes são jovens serrarienses que, dadas as dificuldades naturais de sua terra natal, foram buscar a sobrevivência na periferia de São Paulo. Ali juntam a necessidade de sobreviver com o sonho de ser artista. São eles: Adailton (china) vocal e guitarra; Sandro (bateria) e Regis (baixo). Aos poucos a banda vai dando o ar de sua graça na periferia de São Paulo, já tendo contabilizado oito apresentações, com boa aceitação do público.

Adailton, o China, mentor e compositor do grupo, conta: “A Demock P.R.S (DEMOCRACIA ROCK, PRINCESA ROCK STAR ) foi formada em Serraria, em 2005. Um ano depois, rolou o primeiro show aí mesmo (Serraria); em 2009 paramos por conta da minha viagem pra São Paulo, a trabalho (faxina); em 2010 com a vinda de alguns ex-integrantes para São Paulo, recomeçamos. Então, só em 2011 começamos a nos apresentar por aqui (São Paulo) nas pequenas casas de show de rock. Nosso estilo é rock alternativo , vai de baladas a punk rock. Misturei levadas de capoeira e xaxado em outra. Algo nordestino, no mais é punk humorístico. mas o humor fala da minha própria vida. Eu sou o compositor. Até agora foram 8 apresentações. Houve algumas breves mudanças, rolou uma confusãozinha no grupo, mas está tudo superado e estamos aqui representando a Paraíba”.

Outro traço bem característico dos componentes da banda, além da irreverência, é a perseverança: o grupo foi formado quando praticamente ninguém sabia tocar quase nada, ainda na cidade de Serraria. Abraçaram o desafio e, da praça Antônio Bento (Serraria) já desbravaram a concorrida periferia da cosmopolita São Paulo.

O Facebook da banda - https://www.facebook.com/chinademock

Roberto Luna
A pequena cidade de Serraria é pródiga no campo das artes. Alguns dos seus ícones da música alcançaram grande projeção como o cantor Roberto Luna, que fez grande sucesso nos anos 50 e 60, também em São Paulo. Gravou dezenas de discos, atuou no teatro e o filme O Bandido da Luz Vermelha, clássico do cinema novo. Com mais de oitenta anos, Roberto Luna até hoje canta na noite paulistana.

Outro artista de Serraria que se projetou na música foi Genaldo Cunha Lins, tecladista e compositor, cuja projeção se deu mais para as bandas do Amazonas. Genaldo, como era mais conhecido, faleceu ha cerca de quatro anos. Começou a vida artística no conjunto Os Bárbaros, de Bananeiras, que depois se transferiu para João Pessoa.

Em todas as formações da banda Demock, pelo menos a metade é oriunda da Escola de Música Genaldo Cunha Lins, um projeto cultural mantido em regime de voluntariado pelo autor desta matéria. Do grupo atual, apenas Sandro foi aluno da Escola. O projeto tem oferecido bons resultados. Para conhece-lo basta assistir a esta reportagem:

 

Concerto para violino n. 3, de Mozart. Interprete Hilary Hahn

Postado: 23-01-2013
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Hilary

Hilary Hahn, credito de Glenn Ross

Concerto para violino nº 3, de Mozart. Intepretação perfeita de Hilary Hahn

 

 

 

 

 

 

 

 

1º movimento –

 

2ºmovimento - 

 

3º movimento - 

Assista: Arthur Rubinstein em divina interpretação de Grieg

Postado: 08-01-2013
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Arthur Rubinstein

Já fazia um certo tempo que eu ensaiava a oportunidade para postar o Concerto para piano e orquestra em Lá menor de Grieg, peça de grande beleza e lirismo. Este concerto para piano (veja vídeo abaixo), o único de Edvard Grieg, foi composto em 1868, quando o compositor possuía 25 anos de idade. As circunstâncias que rodearam esta obra foram extremamente favoráveis: Grieg era um jovem recém-casado com uma mulher que amava. Tinha acabado de nascer uma filha e a família passava férias de verão numa casa de campo – e tudo isso lá naqueles paisagens norueguesas de cartão postal. O compositor trabalhou nesta obra sem pressas. Costumava interromper a escrita para empreender longas caminhadas, para conversar com amigos ou sentar-se a beber numa taberna próxima. Dormia até tarde e vivia rodeado de uma paisagem idílica. Não admira que os traços mais vivos do espírito norueguês se manifestassem nesta obra, estreada pelo próprio Grieg em Leipzig, em fevereiro de 1872. A obra é dividida em três movimentos: o primeiro movimento possui uma introdução com uma entrada furiosa do piano – a obra prende o ouvinte com sua força melódica e virtuosismo técnico. O segundo movimento é leve, suave, como um cício dos campos noruegueses. O terceiro movimento é repleto de temas populares noruegueses que conduzem a um nobre e majestoso final. A demora para postar o concerto de Grieg se deu, porque eu estava procurando uma boa versão. E Richter, um dos maiores pianistas do século XX, enche de sublimidade este extraordinário concerto. Aparece ainda o também imortante concerto para piano de Schumann. Não deixe de ouvir. Boa apreciação!

Edvard Grieg (1843-1907) – Concerto para piano e Orquestra em Lá menor, Op. 16
01. Allegro molto
02. Adagio
03. Allegro moderato molto e marcato

Robert Schumann (1810-1856) – Concerto para piano e Orquestra em Lá menor, Op. 54
04. Allegro afettuoso – Andante espressivo
05. Intermezzo – Andantino grazioso
06. Allegro Vivace

Papillons, Op. 2
07. Papillons, Op. 2

Você pode comprar na Amazon

Orchestra National del’Opéra de Monte Carlo
Lovro von Matacic, regente
Sviatoslav Richter, regente

(*) Transcrito do blog O Ser da Música

http://oserdamusica.blogspot.com.br/2010/09/e-grieg-concerto-para-piano-e-orq-em-la.html

Assista ao concerto:

Marcha Turca, de Mozart, tocada por Pablo Andrés

Postado: 19-11-2012
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Pablo Andrés: Marcha Turca, de Mozart, com arr. de Zé Filho

Pablo Andrés, guitarrista de João Pessoa, estudante de direito e (principalmente meu filho :- ), tocando a Marcha Turca (Mozart) à guitarra, com arranjo de Zé Filho:

 

 

 

 

A Sonata para Piano No. 11 in A major, K. 331 composta por Wolfgang Amadeus Mozart é uma sonata em 3 (três) movimentos:
Andante grazioso – um tema com 6 variações variações
Menuetto – um minueto e trio
Alla Turca: Allegretto
Não se sabe ao certo onde e quando Mozart compôs essa sonata – em Viena ou Salzburgo por volta de 1783 é o que seja mais provável.
O último movimento, Alla Turca ou popularmente conhecido como Marcha Turca é também ouvido separadamente, e é um dos trabalhos mais conhecidos de Mozart. Ela imita o som das bandas Janízaras Turcas, a música que estava em moda naquele tempo. Vários outros trabalhos tentavam imitar essa música, incluindo a própria ópera de Mozart O Rapto do Serralho.

Relações com composições posteriores
O tema do primeiro movimento foi usado por Max Reger em um de seus trabalhos mais conhecidos, Variations and Fugue on a theme of Mozart (1914) para orquestra;

O músico de Jazz Dave Brubeck nomeou seu próprio trabalho influencidado pela música turca com um título parecido, Blue Rondo à la Turk em Time Out (1959);
Arcadi Volodos gravou sua própria adaptação virtuosa para piano da Marcha Turca em seu primeiro álbum em Piano Transcriptions (1997);
A Alla Turca é destaca em guitarra elétrica na introdução da música Play With Me da banda Extreme;
MC Plus+ usou a Marcha Turca em sua música Computer Science for Life.
A música “Rondó Alla Turca” (o terceiro movimento, Alla Turca, desta sonata para piano de Mozart, conhecida também como “Marcha Turca”), foi usada no filme “As Férias do Mr. Bean”.

Transcrito da Wikipédia, a enciclopédia livre.

Radegundis Feitosa toca Granada, de Augustin Lara

Postado: 18-11-2012
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Radegudis Feitosa, o primeiro doutor em trombone do Brasil. Morreu há mais de um ano em acidente de carro

Espetacular exibição de Radegundis Feitosa. Recital de Trombone. 32º Curso Internacional de Verão do CEP/EMB. Dia: 27/01/2010, no Teatro da Escola de Música de Brasilia.
Integrantes: 1º Trombone: Radegundis Feitosa; 2º Trombone: Jackes Douglas; 3º Trombone: Kalebe Pinheiro; 4º Trombone: Danilo Andrade; 5º Trombone: Magno Souza; 6º Trombone: Milton Marciano.

 

 

 

 

 

 

 

 

Assista e leia sobre a monumental Chaconne de Bach. Imperdível

Postado: 14-11-2012
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John Sebastian Bach, compositor alemão autor da Chaconne

Assista vídeos de concertos em que violonista, pianista e violinista interpretam a Chaconne de J. S. Bach, um verdadeiro monumento da música europeia, inscrita originalmente para violino.  Abaixo dos vídeos de interpretações maravilhosas da Chaconne de Bach, além de textos didáticos detalhados sobre esse gênero de música. Detalhe: a transcrição para violão que estamos disponibilizando, embora seja bem aproximada, não é exatamente a que foi consagrada pelo genial violonista espanhol Andrés Segóvia.

 

 

 

 

 

 

Versão para violão:

Versão para piano

Versão para violino 

Esta monumental Chaconne (Ciacona) é o 5º movimento da partita nº 2 para violino solo (e o seu movimento final) e é considerado um monumento da música europeia, tendo-se tornado num dos pilares da literatura para violino. A Chaconne é um dos poucos trabalhos de variações de Bach e é possivelmente o maior conjunto de variações alguma vez escrito para um só instrumento. As únicas outras variações que se aproximam da sua perfeição são as variações de Goldberg. E muitos músicos são de opinião que, mesmo que Bach só tivesse composto estas duas peças, já mereceria ser considerado um dos maiores (ou mesmo o maior) compositor de todos os tempos. Bach, com o seu génio melódico e as suas invenções, foi possivelmente o mais exímio explorador de todas as possibilidades do uso da música como uma linguagem para exprimir sentimentos profundos. As composições que Bach nos deixou são os alicerces de toda a história da música moderna, de Mozart aos Beatles.

 

A Chaconne da Partita nº2 tem a fama de ser a peça mais difícil alguma vez escrita para um instrumento a solo. Um violinista tem que ultrapassar muitos obstáculos técnicos para a conseguir executar e os múltiplos contrastes e mudanças de sentimentos e a tensão que aumenta consideravelmente nas últimas secções são difíceis de interpretar. E não é fácil para um intérprete conseguir que todas as vozes e harmonias escondidas exprimam claramente todas correntes emocionais da presentes.

No tempo de Bach, cujo instrumento primário era o violino, usava-se um arco maior e com menor tensão do que o que se usa actualmente. Os arcos actuais, de desenho italiano, acabaram por os substituir porque permitem uma maior agilidade e rapidez na execução e tornam o som mais brilhante. No entanto, o arco barroco permitia executar acordes de 3 e 4 notas, que são muito abundantes na Chaconne. A execução em violino desses acordes é hoje complicada e não resulta do mesmo modo. É necessário tocar duas notas em duas cordas e mover rapidamente o arco para as outras deixando, sempre que possível, as primeiras ressoar (mantendo as cordas respectivas premidas).

A concentração e a profundidade de sentimento nesta peça é incomparável. É uma peça cheia de sentimentos que explora toda a paleta de emoções humanas. Johannes Brahms (1883-1897), que chegou a fazer uma transcrição para piano da Chaconne, considerava-a a peça musical mais maravilhosa alguma vez escrita e aquela em que é mais difícil entender como se consegue uma tal profundidade, conseguindo que, numa pauta para um pequeno instrumento a solo, esteja presente todo o mundo dos pensamentos mais profundos e dos sentimentos mais poderosos. Brahms dizia que se tivesse sido ele a concebê-la, ficaria de certeza fora de si depois da experiência avassaladora e do excesso de excitação por a ter composto.

Em toda a sua obra, Bach harmonizou e manipulou a substância musical de muitos corais religiosos compondo, com base neles, peças de outros géneros musicais, incluindo mais de 200 cantatas. Cada coral estava associado ao significado do seu texto.
De acordo com a musicologista alemã Helga Thoene, cada um dos movimentos da Partita nº2 é inspirado num coral religioso associado à meditação sobre a morte. Dentro da harmonia da Chaconne estão as notas do coral “Christ lag in Todesbanden” (Cristo jaz sujeito à morte) que representa a intensa tristeza da morte e a esperança de uma vida eterna. Segundo ela, Bach terá provavelmente composto a Partita nº2 como um memorial fúnebre à sua primeira mulher.

Há um disco recente – Morimur – em que se pode ouvir a Partita nº2 tocada pelo violinista Poppen com o acompanhamento vocal do Hilliard Ensemble que entoa os corais religiosos correspondentes.

 

Transcrições para piano e guitarra

Pressente-se na Chaconne um certo carácter romântico que é tornado mais explícito nas suas transcrições para piano (de Busoni, composta em 1892) e guitarra (de Segovia) – instrumentos cujas possibilidades harmónicas são mais vastas. Na sua transcrição para piano, Busoni trabalhou a textura original do violino em termos do seu equivalente num órgão, seguindo o exemplo do próprio Bach que transcreveu para órgão a sua Fuga em Sol menor para violino. O carácter mais romântico destas transcrições revela algumas das potencialidades latentes desta obra que seria pena que ficasse apenas no campo fechado do Barroco puro. Bach, que procurava sempre novas sonoridades e fazia muitas transcrições, teria por certo aprovado este enriquecimento por uma harmonização variada que dá a cada uma das suas numerosas variações uma atmosfera e uma cor próprias que elas não têm na versão original, essencialmente mais melódica. A melodia nasce a solo e vai sendo ampliada como numa cadência de concerto. Os contrastes são multiplicados pelo recurso a todos os efeitos possíveis, inclusivamente a supressão brusca de toda a harmonização. O peso modulado do acompanhamento reforça – ou introduz? – a percepção de uma progressão dramática, nomeadamente por uma amplificação sonora que vai crescendo em socalco em cada variação consecutiva.

execução

O intérprete deve acentuar ligeiramente o tempo que corresponde ao tempo forte de dança numa chaconne – as notas ponteadas implícitas que ocorrem no segundo tempo de cada 4 compassos – e estar atento à estrutura rítmica do motivo e das suas transformações. As aumentações do motivo (mais lentas ou com intervalos aumentados) alargam-no – o que, na execução, se deve traduzir por uma maior importância e amplidão. As diminuições têm o efeito contrário. Nas várias diminuições que começam fora de tempo e terminam no tempo, as primeiras 3 notas deverão ser mais dinâmicas e enérgicas com um ênfase que desaparece depois na nota final. O carácter de versão abreviada do motivo básico das elisões ou o de elaboração presente nas interpolações devem também reflectir-se na execução.

O intérprete deve também estar consciente das transformações temáticas e reconhecer as frases em que há um contraponto implícito que simula um diálogo entre vozes diferentes de modo a que estes sejam naturalmente realçados na execução da peça. Por outro lado, as melodias ascendentes devem ser executadas com um espírito diferentes das descendentes. As primeiras tendem a exprimir um acréscimo de energia e as segundas um relaxamento. Há uma certa dicotomia do tipo pergunta/resposta ou masculino/feminino.

Se o intérprete não estiver consciente da estrutura das frases e dos desenvolvimentos do motivo, torna-se difícil que elas sejam compreensíveis na audição. Se estiver consciente delas, o seu realce será expresso com facilidade na execução, sendo até difícil de evitar.

O que é uma chaconne

Originalmente, a chaconne era uma dança em ritmo ternário de origem espanhola que, como outras da mesma família, como a Sarabanda, era acentuada no segundo dos seus três tempos segundo uma fórmula rítmica característica (semínima, semínima ponteada, colcheia). A particularidade da Chaconne é começar em anacruse sobre a semínima ponteada do segundo tempo, o que lhe confere uma gravidade mais majestosa do que as suas «irmãs». Esta fórmula rítmica, com uma acentuação «expectante» no segundo tempo, aliada normalmente à tristeza de uma tonalidade menor, fascinaram a Europa nos séculos XVII e XVIII. Era uma dança lenta que permitia que sobre ela se fizesse um desenvolvimento do ritmo harmónico (por vezes muito rápido) e, no tempo de Bach, tinha-se transformado num estilo puramente instrumental, como uma série de variações sobre um tema geralmente no mesmo tom e persistentemente repetido no baixo – um ostinato. O tema (tradicionalmente de 4 compassos, mas que Bach alongou -por vezes?- para 8) está sempre presente, ainda que, como acontece na Chaconne de Bach, em certas partes ele seja apenas sugerido e esteja só implicitamente presente.

Ostinato quer dizer «obstinado», «teimoso». Os ostinati são elementos contínuos que reiteram uma ideia musical e dão um forte sentido de semelhança a toda uma peça musical. Fornecem um cenário estático contínuo sobre o qual as descontinuidades dinâmicas ganham mais contraste e mais vida, estimulando a atenção do ouvinte. A continuidade pode ser um tema ou melodia recorrente mas no século XVIII era usualmente uma voz grave chamada «um baixo contínuo». Tanto a passacaglia como a chaconne são estilos de composição de variações contínuas (sem intervalos ou pausas). As variações tendem a ser sobretudo contrapontísticas; cada variação desenvolve o seu motivo próprio (ou motivos próprios ) numa textura imitativa ou estratificada enquanto repete a melodia básica (passacaglia) ou a progressão harmónica (chaconne). Usualmente uma passacaglia reitera uma melodia no baixo enquanto uma chaconne reitera uma progressão harmónica que define os contornos de um baixo implícito. Usando esta definição, a Chaconne de Bach, no seu final, tem mais o estilo de uma passacaglia.

Em Bach, as chaconnes são compostas por um Tema e Variações contínuas onde um tema relativamente curto (normalmente de 4 compassos) é repetido e variado continuamente sob a forma de uma linha de baixo repetitiva ou de uma progressão harmónica. As variações são idênticas em duração e contínuas (sem intervalos ou pausas) e a progressão acaba com o regresso ao tema inicial, embora a essência do tema – a sua progressão harmónica ou melodia do seu baixo ostinato -esteja omnipresente numa forma ou noutra. A forma do motivo do tema é ecoada, em versões mais rápidas, nas melodias das várias variações. A estrutura global pode ser representada pela sequência: T V1 V2 V3 V4 V5 . . . T.

Nas composições com variações contínuas, o principal problema é a monotonia potencial das múltiplas secções adjacentes com o mesmo comprimento e na mesma tonalidade. A melhor solução para o problema é a criação de vários agrupamentos irregulares de variações (sendo elas, de algum modo, semelhantes nos seus motivos, texturas, progressões de valores de notas, etc) entre os quais é criado um contraste qualquer. Resultam assim unidades formais assimétricas mais elevadas, mitigando a periodicidade óbvia da forma.

A repetição constante de uma certa sequência de notas é o modo mais simples de conseguir a unidade entre as várias partes de uma peça musical. E todas as formas de composição musical estão baseadas neste princípio que parece ser importante para a compreensibilidade de uma peça musical, ao ajudar à fusão ou ao relacionamento entre os seus vários elementos. Uma composição está geralmente cheia de muitos tipos de figuras que se repetem, gerando uma sensação de unidade e criando uma expectativa da sua audição que estimula as respostas emocionais e significativas.

No entanto, depois de um período de tempo em que o esperado vai acontecendo, surge geralmente algo de diferente, criando um contraste que se pode caracterizar por um clímax ou um abrandamento emocional qualquer, num momento em que um ouvinte que não conheça a peça nunca pode ter a certeza de quando vai ocorrer. Ou seja, a unidade não impede uma certa liberdade.

O baixo ostinato

Na maioria dos grupo de 4 compassos consecutivos da Chaconne da Partita nº2, há uma mesma linha de baixo que se repete e que dá um forte sentido de semelhança a toda a peça. Consiste numa linha de baixo, com uma duração de 4 compassos e uma nota por compasso, que desce da tónica para a dominante numa escala melódica menor descendente. É a sequência Ré, Dó, Sib, Lá (a progressão harmónica «espanhola», chamada de Romanesca na Renascença).

No início, como a passagem inicial é harmónica (o violino toca acordes) a sequência segue a escala harmónica menor e não a escala melódica menor, tornando-se (na sua forma harmónica) a sequência Ré, Dó#, Sib, Lá – ou mais exactamente – Ré, Dó#, Ré, Sib, Lá – voltando a Ré para evitar o intervalo proibido de segunda diminuta. Só quando as linhas se tornam mais melódicas a linha de baixo na sua forma melódica é enunciada pela primeira vez (compasso 49). Quando surgem acordes harpejados (como no compasso 89), o baixo na sua forma harmónica é retomado.

Nalgumas variações a linha do baixo muda temporariamente para a voz mais aguda – o soprano. Noutras, ocorre ligeiramente fora de tempo (nos compassos 49-56) e noutras segue uma descida cromática (como nos compassos 33-40 61-64 e 113-116), que pode ocorrer também no soprano (como nos compassos 41-44).

O tema do baixo ostinato está presente explícita ou implicitamente em cada grupo de 4 compassos. Mas aparece também transformado em várias versões condensadas mais rápidas. Por exemplo, encontra-se a mesma descida de Ré para Lá mais rápida (diminuição), outras descidas rápidas entre outras notas diferentes mas que seguem o mesmo padrão (transposição), descidas em que há uma alteração da 1ª nota (geralmente de uma 4ª perfeita) ou uma volta na direcção da linha ou ainda um aumento dos intervalos.

À descida pode ser adicionada uma nota (interpolação), podem ser omitidas as duas notas do meio, ficando apenas duas notas que definem o intervalo total da descida ou o seu inverso (elisão) e pode surgir apenas uma frase que exprime o seu ritmo. Pode igualmente aparecer fragmentada em grupos de duas notas ou invertido.

Muitas frases musicais apresentam um certa simetria que cria um sentido de equilíbrio e estabilidade. Por exemplo, a uma linha melódica ascendente é geralmente seguida por uma descendente e dá uma sensação de estabilidade ao conjunto. Sem ela, resultará uma sensação de desequilíbrio. Há a mesma simetria na sequência «tónica, dominante, tónica», mais estável do que, por exemplo, as sequências «tónica, dominante» ou mesmo «dominante, tónica». Do mesmo modo, resulta um certo desequilíbrio se houver duas frases seguidas com duração diferente (7 compassos e 4 compassos, por exemplo).

Na Chaconne, Bach repete motivos simples, sujeitando-os a várias transformações. A forma do motivo na escala maior é ecoada em escalas cada vez menores, ou seja, em versões mais rápidas (diminuição), repetida, invertida, transposta ou ligeiramente modificada. A peça emerge então como uma música fractal a vários níveis, com a mesma forma a ser reiterada in várias formas e tamanhos.O intérprete deve estar consciente de que estes segmentos dividem a música nos seus motivos e frases básicas para conseguir realçar o que está escrito e estava na ideia do compositor.

Transcrito deste endereço: http://to-campos.planetaclix.pt/chaconne/chaconne.htm

Concerto de trompete de Rubén Simeó.

Postado: 31-10-2012
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Ruben Simeó

 

Maravilhoso concerto do jovem trompetista Rubén Simeó, um dos mais brilhantes jovens músicos da atualidade. Imperdível esta Fantasia:

Fantasía Fa.
Album: Trumpet Fantasy
Rubén Simeó, trompeta.
Alejo Amoedo, piano.
Auditorio R. Soutullo Ponteareas. Sept. ’12

 

 

 

 

Imperdível: Gillespie e Arturo Sandoval tocam Night in Tunisia

Postado: 25-10-2012
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Maravilhoso concerto de trompetes de dois dos maiores geniais trompetistas do mundo. Imperdível!! Assista:

Genios!!

Quem são
Dizzy Gillespie
- John Birks Gillespie, conhecido como Dizzy Gillespie, (Cheraw, 21 de outubro de 1917 — Englewood, 6 de janeiro de 1993) foi um trompetista, líder de orquestra, cantor e compositor de jazz, sendo, a par de Charlie Parker, uma das maiores figuras no desenvolvimento do movimento bebop no jazz moderno.
Nascido na Carolina do Sul, Dizzy era um instrumentista virtuoso e um improvisador dotado. A juntar às suas capacidades instrumentais, os seus óculos, a sua forma de cantar e tocar (com as bochechas extremamente inchadas), o seu trompete recurvo e a sua personalidade alegre faziam dele uma pessoa especial, dando um aspecto humano àquilo que muitos, incluindo alguns dos seus criadores, classificavam como música assustadora.
Em relação à forma de tocar, Gillespie construiu a sua interpretação a partir do estilo “saxofónico” de Roy Eldridge indo depois muito além deste. As suas marcas pessoais eram o seu trompete (com a campânula inclinada 45º em vez de ser a direito) e as suas bochechas inchadas (tradicionalmente os trompetistas são ensinados a não fazer “bochechas”).
Para além do seu trabalho com Parker, Dizzy Gillespie conduziu pequenos agrupamentos e big bands e aparecia frequentemente como solista com a Norman Granz’s Jazz at the Philharmonic. No início da sua carreira tocou com Cab Calloway, que o despediu por tocar “música chinesa”, a lendária big band de Billy Eckstine deu a estas harmonias atípicas uma melhor cobertura.
Nos anos 1940, Gillespie liderou o movimento da música afro-cubana, trazendo elementos latinos e africanos para o jazz, e até para a música pop, em particular a salsa. Das suas numerosas composições destacam-se os clássicos do jazz “Manteca”, “A Night in Tunisia”, “Birk’s Works”, e “Con Alma”.
Dizzy Gillespie publicou a sua autobiografia em 1979, To Be or not to Bop (ISBN 0306802368), e seria vítima de um cancro no início de 1993, sendo sepultado no Flushing Cemetery em Queens, Nova Iorque.
Tem uma estrela com o seu nome na Calçada da Fama em Hollywood, número 7057 Hollywood Boulevard.

Arturo Sandoval (Artemisa, 6 de Novembro de 1949) é um virtuosíssimo trompetista e pianista de jazz cubano.
Sandoval começou a estudar o trompete aos 12 anos de idade. Mais tarde foi co-fundador do grupo Irakere e a partir de 1981 iniciou sua carreira solo. É conhecido também pela facilidade em executar notas superagudas, muita agilidade e ser rápido e criativo com o improviso no trompete.
Seu ídolo e amigo Dizzy Gillespie ajudou Arturo no seu asilo nos EUA, em 1990 e este é desde 1999 cidadão norte-americano.
No ano de 2000 foi lançado um filme sobre sua história de vida e ascensão no meio musical. O filme de nome “For Love or Country” foi produzido pela HBO, e teve como ator principal Andy Garcia.
Arturo Sandoval já recebeu 4 Grammys, 6 Billboard Awards e um Emmy Award.

Fonte: Wikipedia

Interpretação de Canon, pelo grupo de metais Canadian Brass

Postado: 16-10-2012
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Fantástica interpretação de Canon, pelo grupo de metais Canadian Brass

http://www.youtube.com/watch?v=Ut_vq0eN1WA&feature=plcp

Canadian Brass

“Estas são as pessoas que colocaram a música dos instrumentos de sopro de metal no mapa: com a combinação imbatível de virtuosismo, espontaniedade e humor, eles abrilhantaram diversas salas de concertos, festivais internacionais e séries orquestrais em todo o mundo. Suas diversas gravações, apresentações em TV e o incansável esforço no campo da educação musical resultaram em um grande aumento da audiência para a arte do Canadian Brass.” (Publicado no Washington Post)

 O virtuosismo do Canadian Brass é formado por cinco pessoas Joe Burgstaller, trompete; Ryan Anthony, trompete; Jeff Nelsen, trompa; Gene Watts, trombone; e Chuck Daellenbach na tuba. O grupo tem uma longa história na gravação de repertório clássico. Tem uma afinidade especial para a música Barroca, que exige habilidade e estrutura musical, que se tornaram a marca do Canadian Brass.Seus mais de 50 discos gravados até agora, incluem trabalhos de Purcell, Vivaldi, Gabrieli, Pachelbel, Beethoven e Wagner — todas as gravações em transcrições cuidadosamente elaboradas, que definem uma nova tradição na execução de instrumentos de sopro de metal. Eles tem uma predileção pelo trabalho de J.S. Bach. As Variações Goldberg, recentemente gravadas no selo RCA Victor, são um achado. A gravação de Tocata e Fuga em ré menor, gravada pelo Canadian Brass diversas vezes, é talvez o seu trabalho de concerto mais popular.Estes “cinco fabulosos” passam a maior parte do tempo em turnê, e tocaram com muitas das grandes orquestras sinfônicas dos EUA, Canadá, Europa e Japão. Obtiveram grande aceitação internacional nas suas apresentações solo que oferecem grande variedade de estilos musicais.

Milhões de telespectadores tem assistido o Canadian Brass em shows como o Tonight Show, Today, e Entertainment Tonight. Apareceram como artistas convidados no Evening at Pops com John Williams e Boston Pops, Beverly Sills’ Music Around the World, e diversos especiais do PBS. O quinteto também criou oito vídeos que atingiram audiência internacional.

Transcrito de http://br.yamaha.com

 

 

Itzhak Perlman toca belíssimo tango de Carlos Gardel

Postado: 04-10-2012
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Assista ao video em que o virtuose do violino Itzhak Perlma toca um tango de carlos gardel

Itzhak Perlman

Itzhak Perlman éum maestro e violinista virtuoso israelense e foi considerado um dos maiores violinistas do século XX e XXI. É o solista do filme A lista de Schindler, trabalhando em conjunto com o compositor John Williams. É famoso pela sua interpretação do concerto de Mendelssohn quando tinha apenas 13 anos e pela sua interpretação mágica do concerto de violino de Beethoven com a Orquestra Filarmônica de Berlim. Perlman contraiu poliomielite aos quatro anos, razão pela qual utiliza muletas para andar e toca violino somente sentado.