O recuo de Maranhão

05-11-2013
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José Maranhão

José Maranhão

Por Wellington Farias - O ex-governador José Targino Maranhão (PMDB) foi sensato, acima de tudo, ao decidir não disputar mais (pelo menos na eleição que se aproxima) cargo majoritário. Não foi um ato de grandeza nem de renúncia em nome de uma causa nobre, muito embora atos de grandeza não sejam novidades na história de Maranhão. Ao anunciar que se candidataria apenas a deputado federal, o ex-quase-tudo na Paraíba apenas deu demonstração Cabral de que tem consciência plena do tamanho do seu cacife neste momento.

Maranhão está certíssimo. Esta não é a vez dele para cargo majoritário, como já não fora na eleição de 2010, em que perdeu para Ricardo Coutinho por notória teimosia, porque dizia-se naquela época que se o candidato fosse Veneziano Vital este teria sido eleito com tranqüilidade; e em 2012, quando foi derrotado para prefeito de João Pessoa.

Foram dois equívocos sucessivos. Mas nada disso diminui José Targino Maranhão, como liderança política inconteste na Paraíba. Ele tem uma larga folha de serviços prestados ao Estado, à vida política paraibana. Carrega a reconhecida marca de Zé Trabalhador, e de ter realizado duas gestões de resultados no Governo da Paraíba.

No mais, quem sai perdendo mesmo com esta decisão de José Maranhão, é o próprio sobrinho dele, Benjamin Maranhão, que é deputado federal, candidato à reeleição. Desta vez, Beija está em dificuldades. Afinal, toda a sua trajetória política foi construída e dada de mão beijada pelo tio Maranhão. Beija rompeu com o tio porque não aceita dividir com ele o espaço para disputar a reeleição. Agora vamos ver o tamanho real de Beija.

O de Zé a Paraíba toda já sabe.

 

 

Quem mandou?

A Paraíba quer saber (e justiça precisa ser feitas) quem foram os mandantes do assassinato do radialista Rômulo Laurentino, que foi morto com dois tiros na cabeça, em Aroeiras, na noite de quinta-feira.

Laurentino combatia a ação de políticos da região. Não quer dizer, claro, que são eles os mandantes. Mas não custa nada investigar, não é mesmo?…

 

Descanso eterno

A Câmara Municipal de João Pessoa está em ritmo acelerado para zerar a pauta de análise e votação de matérias. O objetivo é um só: encerrar tudo até o final de novembro para descansar: querem que, antes do recesso regimental não tenham mais nada pra fazer.

Ora, eles já não comparecem à Câmara quando tem o que fazer, imagina não tendo…

 

Reação

Veneziano Vital do Rego (PMDB), ex-prefeito de Campina Grande, naturalmente não gostou da proposta do vereador Fernando Milanez, de incluir o PMDB no Blocão como “apenas mais um”. Vené é candidatíssimo ao Governo em 2014 e nada disso lhe interessa.

 

Ai tem…

O que mais parece é que o vereador está mais preocupado em defender seus próprios interesses domésticos. Afinal, o filho de Milanez é coordenador do Patrimônio Histórico da Prefeitura de João Pessoa…

A propósito, o menino (Milanez Neto) é petista desde criancinha…

 

Lei do cão

Estamos entregues à lei do cão. Os crimes se sucedem, os assaltos estão em todos os quadrantes e invadem ônibus e residências, sobretudo na Capital. O pessoense, em particular, vive uma situação de pânico total. Ninguém caminha sossegado; quem anda de ônibus o faz sob a desconfortável expectativa de ter uma arma na cabeça a qualquer momento. Como se não bastasse, o Estado ainda zomba da cara de todo mundo com aquela falácia de que tudo está sob controle e que o pânico não passa de uma sensação psicológica de violência. Uma falta de respeito, no mínimo.

 

Errou

O secretário de Saúde do Estado, Valdson de Sousa, errou e muito ao tentar impedir que a Comissão da Saúde da Assembléia Legislativa fizesse inspeções sobre o Hospital de Trauma de João Pessoa.

 

O secretário tem que respeitar as prerrogativas do Parlamento. Os deputados representam o povo e tem todo o direito de se inteirar a situação do hospital. A propósito, a julgar pelas fotos publicadas ontem nas mídias sociais pelos parlamentares, a situação não é nada boa no Trauma.

 

Detalhe: esta situação não é de hoje. Muito pelo contrário, acumulou-se ao longo de gestões. Nada disso, porém, justifica que o hospital esteja como está.

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