Ricardo e a balela da Lei de Responsabilidade Fiscal

20-08-2013
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Matéria do Estadão

Matéria do Estadão

Por Wellington Farias – Esta é pra deixar o paraibano de queixo caído e babando. Mas acredite, é a pura verdade: segundo o jornal O Estado de São Paulo, a gestão do governador Ricardo Coutinho (PSB) já ultrapassou o limite da Lei de Responsabilidade fiscal.

Onde está o motivo de tanto espanto? Ora, é simples:
O governador Ricardo Coutinho tem atribuído tudo aquilo que deixou de fazer justamente ao seu compromisso inarredável com o cumprimento à propalada Lei de Responsabilidade Fiscal.

Mais que isso: direitos dos funcionários foram retardados (em alguns casos negados) em nome da Lei de Responsabilidade Fiscal. Demandas deixaram de ser atendidas em nome da Lei de Responsabilidade Fiscal. Em suma: esta lei tem sido o grande álibi do governador da Paraíba para justificar o que não está dando certo no seu governo; o não atendimento aos pleitos diversos etc e tal.
Eis que, agora, vem o segundo mais antigo jornal do Brasil, o sisudo Estadão, mostrar que este compromisso de Ricardo Coutinho com a LRF não é lá essas coisas, não… Não é como ele diz, não…

Ao longo destes três primeiros anos, Ricardo Coutinho construiu o seu discurso de “austeridade” em cima da famosa Lei de Responsabilidade Fiscal. RC afiou o discurso propalando a austeridade de sua gestão; as economias para o erário.

Em todos os seus discursos nessa linha, Coutinho fez questão de dizer que seus antecessores (mencionando José Maranhão, quase sempre) foram extremamente irresponsáveis ao ultrapassarem a lei de responsabilidade fiscal. Tentou convencer os paraibanos de que, agora, a coisa era diferente: o Estado estaria saneado, tudo dentro dos conformes.

Segundo o Estado de São Paulo, porém, tudo balela: depois desse carnaval de austeridade, o Governo da Paraíba (segundo levantamento feito pelo jornal) está entre os Estados brasileiros que já ultrapassaram a Lei de Responsabilidade fiscal.

Agora, a pergunta que não quer calar é a seguinte: governador, se Vossa Excelência foi tão austero, equilibrou as finanças do Estado; arrumou a casa como ninguém jamais o fez, como pode o Estado da Paraíba haver ultrapassado a Lei de Responsabilidade Fiscal? Se foram dispensados mais de 30 mil prestadores de serviço, reduzindo consideravelmente os gastos com folha de pessoal, como isso pôde acontecer?

A Paraíba quer saber!…

 

 

 

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